Pré-candidato ao governo baiano aborda letalidade policial, alianças políticas, críticas ao governo atual e admite erro em autodeclaração racial nas eleições de 2022.
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| ACM Neto critica segurança pública da Bahia e comenta polêmicas eleitorais. - Foto: Reprodução |
O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, comentou temas sensíveis como segurança pública, alianças políticas e controvérsias eleitorais, além de criticar a gestão do governador Jerônimo Rodrigues durante entrevista concedida nesta terça-feira (14).
O pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), apresentou um conjunto de críticas à atual administração estadual e abordou temas estratégicos da política baiana durante entrevista ao programa Giro Baiana, da Baiana FM 89,3.
Ao comentar a recorrente frase associada ao seu avô, o ex-senador Antônio Carlos Magalhães, de que “bandido não se criava”, Neto adotou um tom técnico ao tratar da segurança pública. Segundo ele, a atual letalidade policial na Bahia está diretamente relacionada à falta de estrutura e qualificação das forças de segurança.
“O problema envolve condições de trabalho, capacitação contínua e uma relação institucional clara entre o governo e a tropa policial”, afirmou. O ex-prefeito destacou que, em uma eventual gestão, priorizaria o fortalecimento operacional da polícia, aliado a mecanismos de controle, como o uso progressivo de câmeras corporais.
Apesar das críticas, Neto pontuou que não defende abusos: “Não estou defendendo que policial saia matando”, declarou, reforçando a necessidade de equilíbrio entre autoridade e responsabilidade.
No campo político, o pré-candidato rebateu críticas do PT à aliança com o ex-prefeito de Jequié, Zé Cocá. Segundo ele, o apoio representa um “fato político relevante” e fortalece sua estratégia de interiorização da campanha.
“Há uma mudança de discurso motivada por interesses políticos”, disse Neto, ao classificar as críticas como “dor de cotovelo”.
Outro ponto abordado foi a polêmica envolvendo sua autodeclaração racial nas eleições de 2022. O ex-prefeito reconheceu o erro e afirmou que a situação gerou desgaste desnecessário.
“Não houve intenção de burlar cotas ou ofender qualquer grupo. Foi uma decisão administrativa equivocada que poderia ter sido corrigida a tempo”, declarou, acrescentando que pediu desculpas públicas.
No cenário nacional, Neto adotou postura conciliadora ao afirmar que dialogaria com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, caso eleito governador, especialmente para tratar de programas sociais como o Bolsa Família.
Em relação à gestão atual, o pré-candidato foi incisivo ao afirmar que o governador Jerônimo Rodrigues enfrenta dificuldades para atender às demandas da população.
“Nunca na história recente da Bahia um governador apto à reeleição esteve atrás nas pesquisas”, afirmou, citando ex-gestores como Rui Costa e Jaques Wagner.
Neto também saiu em defesa do prefeito de Salvador, Bruno Reis, após declarações polêmicas envolvendo o governo estadual e federal. Para ele, houve exagero no tom, mas justificável diante de acusações consideradas infundadas.
Ao final, o pré-candidato reforçou que as eleições representarão um momento decisivo para o futuro da Bahia, classificando o pleito como uma “prova de fogo” para o atual grupo político no poder.
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