Pré-candidato ao governo da Bahia afirma que prestou serviços privados de consultoria de forma legal e já apresentou esclarecimentos ao STF e à PGR.
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| ACM Neto confirma reuniões com Banco Master e nega irregularidades. - Foto: Devid Santana/BNews |
O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, confirmou encontros com executivos do Banco Master, investigado pela Polícia Federal, mas negou qualquer irregularidade. Ele afirma que atuou legalmente como consultor após as eleições de 2022 e se colocou à disposição das autoridades.
O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), confirmou que manteve reuniões com dirigentes do Banco Master, instituição alvo da operação “Compliance Zero”, conduzida pela Polícia Federal. No entanto, o político negou qualquer envolvimento em irregularidades e afirmou que sua atuação ocorreu dentro da legalidade.
A investigação federal apura suspeitas de fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado, envolvendo uma estrutura considerada complexa, com 216 fundos e 143 empresas. Entre os investigados está o empresário Daniel Vorcaro, proprietário da instituição, além de indícios de pagamento de propina a servidores do Banco Central.
Durante entrevista ao programa Giro Baiana, da Baiana FM 89,3, com transmissão pela BNewsTV, nesta terça-feira (14), ACM Neto reconheceu que se reuniu com Vorcaro e com o baiano Augusto Lima, ex-CEO do banco. Segundo ele, os encontros ocorreram no contexto de sua atuação profissional privada após o período eleitoral de 2022.
De acordo com o ex-prefeito, após deixar a disputa pelo governo estadual, ele passou a se dedicar a atividades fora da vida pública, incluindo a retomada de sua empresa de consultoria. “Atividades privadas foram desenvolvidas de maneira lícita e transparente, com contratos firmados, emissão de notas fiscais e recolhimento de impostos”, declarou.
ACM Neto enfatizou que possui documentação completa que comprova a regularidade dos serviços prestados. “Tenho como fazer a ampla prestação de contas dos serviços realizados. Tudo foi feito dentro da lei, sem qualquer impedimento”, afirmou.
O político também informou que já apresentou esclarecimentos ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR), colocando-se à disposição para colaborar com as investigações. Segundo ele, a relação com o Banco Master estava restrita a análises sobre a agenda política e econômica do Brasil.
Um dos pontos destacados por Neto foi a delimitação contratual de sua atuação. Ele afirmou que, desde o início, deixou claro que não trataria de assuntos relacionados ao estado da Bahia. “A única coisa que eu nunca discuti foi qualquer tema relacionado à Bahia. Isso foi uma condição estabelecida no contrato”, pontuou.
O caso segue sob investigação das autoridades federais, enquanto o nome de ACM Neto permanece no centro do debate político baiano, especialmente diante de sua pré-candidatura ao governo estadual.
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