Líder do governo no Senado reforça alinhamento institucional e evita aderir a pressões políticas contra o Supremo.
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| Jaques Wagner evita críticas ao STF e reforça postura estratégica para reeleição na Bahia. | 📷 Reprodução/BNews |
O senador Jaques Wagner afirmou que não pretende atacar o Supremo Tribunal Federal (STF) como estratégia política para garantir sua reeleição, destacando independência e cautela no cenário político nacional com reflexos diretos na Bahia.
O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado Federal, declarou que não adotará uma postura de confronto com o Supremo Tribunal Federal (STF) com fins eleitorais, mesmo diante de pressões políticas dentro de sua própria base aliada. A fala evidencia uma estratégia de equilíbrio institucional em meio a tensões crescentes entre setores políticos e o Judiciário.
Em entrevista, Wagner destacou que não pretende “ir na onda” de críticas ao STF, reforçando que sua atuação política não será pautada por movimentos oportunistas. “Se para voltar aqui eu tiver que voltar fantasiado, prefiro não voltar”, afirmou, em referência à possibilidade de adotar discursos populistas para garantir apoio eleitoral.
Apesar de sua posição atual, o senador relembrou que, em 2023, votou favoravelmente à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que buscava restringir decisões monocráticas de ministros da Corte. Ainda assim, ressaltou que mantém independência crítica, sem aderir automaticamente a narrativas predominantes no ambiente político.
O contexto dessa declaração envolve o cenário pós-atos de 8 de janeiro de 2023, quando o STF passou a desempenhar papel central na defesa institucional do Estado Democrático de Direito, consolidando-se como aliado do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No entanto, recentes desgastes envolvendo a Corte, como repercussões de relações entre integrantes do Judiciário e agentes do setor privado, têm levado setores do Partido dos Trabalhadores a adotar postura mais cautelosa.
Wagner também reconheceu divergências pontuais com decisões do STF, mas destacou a separação entre as esferas de atuação. “Eles têm o poder deles. O timing político é nosso. A esfera dos 11 ministros é diferente”, pontuou, ao enfatizar a autonomia entre os Poderes.
A posição do senador baiano sinaliza uma estratégia de moderação política e equilíbrio institucional, especialmente relevante no cenário da Bahia, onde lideranças locais acompanham de perto os desdobramentos nacionais. Sua postura pode influenciar diretamente o comportamento de aliados e a construção de alianças para o próximo ciclo eleitoral.
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