Declarações do influenciador geram forte reação institucional e levantam debate sobre xenofobia, respeito cultural e imagem turística da capital baiana.
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| Foto: Reprodução/Instagram - Paulo Azevedo/BNews |
O secretário de Turismo da Bahia, Maurício Bacelar, criticou duramente as declarações do influenciador Vinheteiro, que chamou Salvador de “cidade de fezes”. A resposta reforça a defesa da cultura baiana e aponta possível enquadramento das falas como xenofobia.
As recentes declarações do influenciador digital Vinheteiro, que classificou Salvador como “cidade de fezes” e associou seus moradores à criminalidade, provocaram forte reação do poder público estadual. Neste sábado (11), o secretário de Turismo da Bahia, Maurício Bacelar, repudiou publicamente as falas, classificando-as como “asneiras” e ofensivas à população baiana.
Segundo Bacelar, as declarações demonstram desinformação e podem estar associadas a interesses externos ou desconhecimento da realidade local. O secretário destacou que Salvador possui relevância histórica singular, sendo a primeira capital do Brasil e um dos principais centros de formação da identidade cultural nacional.
“O influenciador precisa, no mínimo, de uma reflexão profunda. Trata-se de alguém que utiliza as redes sociais para disseminar discursos ofensivos e sem base na realidade”, afirmou. Bacelar também enfatizou que a cidade é reconhecida internacionalmente por seu patrimônio cultural, hospitalidade e diversidade religiosa.
O posicionamento oficial reforça ainda a importância de combater práticas de xenofobia, que são tipificadas como crime no Brasil. Para o secretário, ataques dessa natureza não devem ser tolerados, sobretudo quando direcionados a uma população historicamente relevante na construção do país.
Além disso, Bacelar ressaltou que Salvador é um dos principais destinos turísticos do Brasil, recebendo visitantes de diversas partes do mundo que buscam experiências ligadas à cultura afro-brasileira, religiosidade e manifestações populares. Nesse contexto, declarações negativas e generalizadas podem impactar a imagem turística da cidade.
O episódio amplia o debate sobre responsabilidade digital e os limites da liberdade de expressão nas redes sociais. Especialistas apontam que conteúdos com teor discriminatório podem gerar implicações jurídicas, especialmente quando configuram discurso de ódio ou preconceito regional.
Por fim, o secretário defendeu medidas mais rigorosas contra esse tipo de conduta, incluindo eventual responsabilização legal e sanções nas plataformas digitais, reforçando que o respeito à diversidade cultural brasileira deve ser um princípio inegociável.
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