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Angelo Coronel critica Jerônimo Rodrigues e Otto Alencar por protagonismo no PL do cacau aprovado no Senado

Após aprovação simbólica do projeto que regulamenta o teor de cacau em produtos, parlamentar acusa autoridades baianas de omissão e oportunismo político.

O senador Angelo Coronel criticou o governador Jerônimo Rodrigues e o senador Otto Alencar por, segundo ele, tentarem capitalizar politicamente o Projeto de Lei do cacau, aprovado no Senado sem participação ativa dos dois.
O senador Angelo Coronel criticou o governador Jerônimo Rodrigues e o senador Otto Alencar | 📷 Reprodução/Redes Sociais 

O senador Angelo Coronel criticou o governador Jerônimo Rodrigues e o senador Otto Alencar por, segundo ele, tentarem capitalizar politicamente o Projeto de Lei do cacau, aprovado no Senado sem participação ativa dos dois.

A recente aprovação do Projeto de Lei nº 1.769/2019, que estabelece critérios mínimos de cacau em produtos como chocolate e cacau em pó, desencadeou um embate político envolvendo importantes lideranças da Bahia. O senador Angelo Coronel (Republicanos) reagiu de forma contundente às manifestações públicas do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e do senador Otto Alencar (PSD), acusando-os de tentativa de protagonismo indevido.

A proposta, aprovada em votação simbólica no Senado Federal e ainda aguardando sanção presidencial, determina a obrigatoriedade da indicação do percentual de cacau nos rótulos dos produtos. A medida é considerada estratégica para o fortalecimento da cadeia produtiva do cacau, especialmente no estado baiano, um dos principais polos produtores do país.

Em entrevista à Rádio Vitória FM, nesta segunda-feira (20), Angelo Coronel afirmou que tanto o governador quanto o senador foram omissos durante a tramitação do projeto. Segundo ele, a participação dos dois ocorreu apenas após a aprovação da matéria, por meio de um vídeo divulgado nas redes sociais.

“Não mexeram uma palavra, nem um dedo. Foram omissos no processo e depois apareceram como pais da criança”, declarou o senador.

O parlamentar também utilizou tom irônico ao sugerir a criação de um mecanismo de “rastreabilidade política” para projetos legislativos. A ideia, segundo ele, seria identificar com precisão os autores e defensores das propostas, evitando o que classificou como “oportunismo político”.

“Vou tentar implantar um ‘DNA de projeto’ para evitar que políticos ponguem em propostas de outros”, afirmou.

Apesar das críticas direcionadas aos ex-aliados, Coronel fez questão de reconhecer o apoio de outros parlamentares e destacou a atuação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), responsável por pautar o projeto para votação simbólica.

Outro ponto enfatizado pelo senador foi a resistência enfrentada durante a tramitação da proposta. De acordo com ele, houve forte pressão da indústria contrária à aprovação do projeto, o que teria contribuído para a postura cautelosa — ou silenciosa — de alguns parlamentares.

“Houve um lobby muito forte da indústria, e muitos não tiveram coragem de se posicionar”, afirmou.

O episódio evidencia não apenas a relevância econômica do setor cacaueiro para a Bahia, mas também os intensos bastidores políticos que envolvem a aprovação de matérias estratégicas no Congresso Nacional.
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