Ex-prefeito afirma que decisão foi baseada em convicção política e critica falta de obras estruturantes no interior do estado.
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| Ex-prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), pré-candidato a vice-governador na chapa liderada por ACM Neto (União Brasil) | 📷 Crédito: Evilásio Júnior |
O ex-prefeito de Jequié, Zé Cocá, declarou que deixou o cargo sem qualquer promessa de benefício político, motivado pela confiança no projeto liderado por ACM Neto para o governo da Bahia.
O ex-prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), pré-candidato a vice-governador na chapa liderada por ACM Neto (União Brasil), afirmou que sua saída da administração municipal ocorreu sem qualquer tipo de negociação por cargos ou benefícios políticos futuros. Em entrevista à CBN Salvador, o político destacou que sua decisão foi pautada exclusivamente por convicção e alinhamento com o projeto oposicionista no estado.
Segundo Cocá, não houve tratativas envolvendo secretarias ou espaços de poder em um eventual governo. O ex-gestor enfatizou que sua motivação surgiu após um encontro direto com ACM Neto.
“Eu não iria jamais chegar para Neto e dizer: você vai me dar uma secretaria. Eu quero trabalhar. Vamos ganhar as eleições e mudar a Bahia”, declarou.
Durante a conversa, Cocá afirmou ter identificado no ex-prefeito de Salvador características que considera essenciais para a gestão estadual. Ele ressaltou que viu um líder “preparado” e com proposta concreta de transformação para o estado, o que reforçou sua decisão de integrar o projeto político.
Mesmo tendo sido reeleito com ampla margem — mais de 90% dos votos válidos — e com possibilidade de permanecer no cargo por mais três anos, o ex-prefeito optou por deixar a gestão municipal. De acordo com ele, a escolha foi estratégica e baseada em uma visão de longo prazo.
“Eu poderia continuar como prefeito ou disputar outro cargo, mas enxerguei um projeto maior”, afirmou.
No campo das críticas, Cocá direcionou questionamentos ao atual governo estadual, liderado por Jerônimo Rodrigues (PT), e também respondeu indiretamente às declarações do ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), que o classificou como “traidor”. O ex-prefeito rejeitou o rótulo e afirmou que não houve convite direto do governador para compor chapa, embora tenha reconhecido diálogos com interlocutores da base governista.
“Eu não me encaixava naquele projeto. Houve conversas, mas não havia identificação política”, pontuou.
Ao justificar sua adesão à oposição, Cocá destacou a ausência de avanços em obras consideradas estruturantes para Jequié e região. Ele citou projetos como o aeroporto regional, sistemas de irrigação e a criação de um polo industrial, que, segundo ele, não saíram do papel.
“Passou um ano e não há nada iniciado, nada licitado, nada projetado”, criticou.
Além disso, o ex-prefeito também fez observações sobre áreas sensíveis da administração pública estadual, como segurança pública, saúde e educação. Ele criticou a concentração de cargos políticos em funções técnicas e defendeu maior eficiência na gestão.
Outro ponto abordado foi o uso de estruturas de segurança pessoal por autoridades. Cocá afirmou que, durante sua gestão, aboliu o uso de guarda municipal para fins pessoais e declarou que pretende manter essa postura caso seja eleito vice-governador.
“Acho desproporcional autoridades com dezenas de policiais enquanto cidades pequenas enfrentam déficit de efetivo”, declarou, em referência indireta ao atual vice-governador, Geraldo Júnior (MDB).
Ao final, o pré-candidato reforçou que sua campanha será baseada em propostas e evitou confrontos pessoais. Segundo ele, a política deve ser conduzida com equilíbrio e foco em resultados.
“A arrogância e a prepotência não levam a lugar nenhum”, concluiu.
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