Declarações de Éden Valadares levantam questionamentos sobre estratégia eleitoral do ex-prefeito diante da rejeição a Bolsonaro no estado.
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| ACM Neto, voltou a negar vínculos com o bolsonarismo na Bahia | 📷 Reprodução |
O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, voltou a negar vínculos com o bolsonarismo na Bahia, provocando críticas do secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, que aponta contradições e estratégia eleitoral para evitar rejeição do eleitorado baiano.
O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, voltou a negar publicamente qualquer ligação com o bolsonarismo na Bahia, reacendendo o debate político no estado e provocando reações de adversários. A declaração ocorre em um contexto de pré-articulação eleitoral, onde o posicionamento ideológico tem sido considerado decisivo para a consolidação de candidaturas.
As críticas partiram do secretário nacional de Comunicação do Partido dos Trabalhadores, Éden Valadares, que questionou a coerência do discurso do ex-prefeito. Segundo ele, ACM Neto tenta, mais uma vez, se distanciar da imagem da família Bolsonaro, repetindo uma estratégia já observada nas eleições de 2018 e 2022.
Durante entrevista à rádio Baiana FM, o dirigente petista afirmou que há inconsistências no posicionamento político do líder do União Brasil. De acordo com Éden Valadares, o ex-prefeito teria evitado assumir publicamente apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, apesar de, segundo ele, ter votado no então candidato em momentos anteriores.
“O comportamento indica uma tentativa de ocultar alianças políticas que podem gerar desgaste eleitoral”, declarou o secretário, sugerindo que o movimento faz parte de uma estratégia para minimizar rejeição no eleitorado baiano, historicamente crítico ao bolsonarismo.
Outro ponto levantado por Éden Valadares envolve a possível aproximação com o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente. Segundo ele, ACM Neto evitaria admitir esse alinhamento para não comprometer seu desempenho eleitoral no estado.
A crítica também menciona episódios anteriores, como a eleição presidencial de 2018, quando, segundo o dirigente, houve declarações públicas de apoio a nomes como Geraldo Alckmin, que não teriam se refletido na prática política durante a campanha.
Além disso, foi citado o nome do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, apontado como possível alternativa de apoio declarada por ACM Neto, o que também gerou desconfiança entre adversários políticos.
No centro da discussão está a avaliação de que o apoio ao bolsonarismo ainda enfrenta elevada rejeição na Bahia, especialmente após episódios como a condução da pandemia e os desdobramentos políticos recentes no país. Para opositores, esse cenário explicaria a tentativa de reposicionamento estratégico por parte do ex-prefeito.
O episódio evidencia o acirramento dos bastidores da política baiana, onde alianças, discursos e posicionamentos ideológicos seguem sendo elementos centrais na disputa por espaço eleitoral.
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