Ex-prefeito de Salvador questiona gestão estadual após Atlas da Violência 2026 manter Bahia no topo do ranking nacional de homicídios. ACM Neto cobra maior atuação do governo e amplia debate sobre políticas públicas de segurança.
![]() |
| ACM Neto critica Jerônimo após Bahia liderar homicídios no Atlas da Violência 2026 • Foto: Divulgação |
Repercussão política se intensifica após a divulgação do Atlas da Violência 2026, que aponta a Bahia como o estado com maior número de homicídios pelo décimo ano consecutivo, provocando novas críticas da oposição ao governo estadual e ampliando o debate sobre segurança pública.
O cenário político baiano voltou a ser tensionado após declarações do ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto, que criticou duramente a condução da segurança pública pelo governador Jerônimo Rodrigues, após a divulgação dos dados do Atlas da Violência 2026.
O levantamento, divulgado nesta terça-feira (26), aponta a Bahia como o estado brasileiro com maior número de homicídios pelo décimo ano consecutivo, reacendendo discussões sobre a eficácia das políticas estaduais de segurança e seus impactos sociais.
Críticas à gestão da segurança pública
Durante entrevista à Rádio Sociedade, ACM Neto afirmou que o governo estadual não tem enfrentado o problema com a devida centralidade institucional.
Segundo ele, a ausência de envolvimento direto do chefe do Executivo agrava o cenário de violência urbana, que segue em crescimento em diversas regiões do estado.
O pré-candidato também criticou a narrativa de que a violência na Bahia seria apenas reflexo de um problema nacional, defendendo que outros estados apresentam resultados mais eficientes na contenção da criminalidade.
Debate sobre políticas públicas e responsabilização
As declarações do ex-prefeito ampliam o debate sobre a necessidade de integração entre segurança pública, educação e políticas sociais.
ACM Neto defende que o enfrentamento da violência exige ações estruturais, incluindo valorização das forças policiais, investimentos educacionais e políticas voltadas à juventude em situação de vulnerabilidade.
O discurso também reforça a tese de que a ausência de coordenação estratégica pode comprometer resultados de longo prazo, especialmente em áreas urbanas e periferias com maior incidência de violência.
Atlas da Violência e impacto político na Bahia
Os dados do Atlas da Violência indicam ainda que a Bahia lidera indicadores relacionados a homicídios entre jovens, mulheres e população negra, ampliando a pressão sobre o governo estadual.
A oposição avalia que o cenário pode influenciar diretamente o ambiente político dos próximos anos, especialmente com a proximidade do ciclo eleitoral.
Para analistas, a segurança pública tende a se consolidar como um dos principais temas de disputa política no estado, com potencial de reconfigurar alianças e estratégias partidárias.
A escalada de críticas e a permanência da Bahia no topo dos índices de violência devem intensificar a cobrança por novas políticas públicas e maior articulação entre governo estadual e municípios.
No campo político, o tema tende a permanecer central nos embates entre situação e oposição, com forte influência no debate público e na percepção da gestão estadual.

0 Comentários