Declarações feitas em Salvador ampliam debate sobre alianças políticas na Bahia e movimentam bastidores da oposição para 2026.
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| ACM Neto reage a cenário eleitoral • Foto: Reprodução/Instagram |
Salvador — O secretário Nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, afirmou nesta quinta-feira (14) que o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, tenta esconder uma aproximação política com o bolsonarismo ao declarar apoio ao governador de Goiás, Ronaldo Caiado, em uma possível disputa presidencial. A declaração foi dada durante entrevista à rádio Baiana FM e ampliou o debate político em torno das articulações da oposição na Bahia para as eleições de 2026.
Segundo Éden Valadares, o movimento político de ACM Neto busca afastar a associação direta com a família Bolsonaro, especialmente em um cenário em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém forte apoio popular no estado. O dirigente petista afirmou que a estratégia repete erros políticos observados nas eleições estaduais de 2022.
“O que ele quer é fugir da identificação direta com o bolsonarismo, mas a população entende quais grupos políticos estão alinhados”, declarou o secretário durante a entrevista.
A fala do dirigente do PT aumenta a temperatura do cenário político baiano e reforça o ambiente de polarização antecipada para a sucessão estadual. Nos bastidores, aliados do governo avaliam que o debate sobre alianças nacionais poderá influenciar diretamente a formação das chapas na Bahia, sobretudo entre grupos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro e setores da direita nacional.
O posicionamento também ocorre em um momento de intensificação das movimentações políticas visando 2026. Lideranças governistas têm buscado consolidar a imagem de alinhamento entre a gestão estadual e o governo federal, enquanto setores da oposição tentam ampliar espaço político no interior da Bahia e fortalecer alianças nacionais.
Dentro desse contexto, a tentativa de aproximar a imagem de Ronaldo Caiado de setores oposicionistas baianos é vista por integrantes do PT como uma estratégia para suavizar o discurso ideológico e ampliar o alcance eleitoral da oposição no estado.
A repercussão das declarações pode gerar novos embates entre governistas e oposicionistas nos próximos meses, especialmente diante da antecipação do debate eleitoral na Bahia. Analistas políticos avaliam que o tema das alianças nacionais deverá permanecer no centro das discussões políticas até a definição oficial das candidaturas.

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