Decisão do presidente do Senado Federal acelera tramitação de proposta alternativa à escala 6×1 e amplia tensão entre governo e oposição no debate sobre jornada de trabalho.
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| Alcolumbre Pressiona CCJ e Encaminha PEC Alternativa à Escala 6x1 no Senado • Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil |
O presidente do Senado Federal, Senado Federal, Davi Alcolumbre, decidiu encaminhar à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) uma Proposta de Emenda à Constituição apresentada pela oposição que surge como alternativa ao fim da escala 6×1, intensificando o debate legislativo sobre a jornada de trabalho no país e ampliando a disputa política em torno do tema.
PEC alternativa entra na rota da CCJ do Senado Federal
A medida foi protocolada por parlamentares da oposição ao governo e reúne apoio de ao menos 36 senadores, segundo informações de bastidores divulgadas durante a tramitação de propostas correlatas na Câmara dos Deputados.
A decisão de Alcolumbre, segundo relatos de parlamentares, prevê o envio imediato da matéria à CCJ assim que o texto fosse formalmente protocolado, acelerando sua análise inicial no Senado Federal.
Câmara dos Deputados já avançou em mudanças na jornada
Enquanto o Senado Federal se movimenta, a Câmara dos Deputados já aprovou uma PEC que reduz o teto constitucional da jornada semanal de 44 para 40 horas, com previsão de dois dias de folga.
O ambiente legislativo, portanto, passa a operar em duas frentes simultâneas: a redução da jornada em modelo tradicional e a discussão de flexibilização via proposta alternativa defendida por setores da oposição.
Disputa política se intensifica entre governo e oposição
A PEC alternativa foi rejeitada anteriormente na Câmara durante a análise da proposta que tratava do fim da escala 6×1, em parecer relatado pelo deputado Léo Prates (Republicanos-BA).
Agora, com o novo encaminhamento no Senado Federal, a oposição busca reposicionar o texto como uma alternativa de “liberdade de escolha” nas relações de trabalho, argumento defendido pelo deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), que afirmou que o modelo permitiria maior autonomia ao trabalhador.
Reações políticas ampliam tensão institucional
Durante a tramitação, parlamentares aliados da proposta afirmaram que o modelo se inspira em práticas de países desenvolvidos, associando flexibilidade de jornada a ganhos de produtividade e remuneração.
Nos bastidores, a decisão de envio à CCJ é vista como um movimento de abertura institucional para o debate, mas também como um gesto político que reorganiza a disputa entre governo e oposição no Senado Federal.
Desdobramentos devem ocorrer na CCJ
A análise da PEC pela CCJ será o primeiro teste de viabilidade constitucional da proposta. Caso avance, o texto ainda precisará percorrer longo caminho até eventual votação em plenário.
A expectativa entre parlamentares é de que o tema se torne um dos principais eixos de debate sobre relações de trabalho nas próximas semanas, com potencial de impacto direto na agenda econômica e trabalhista do Congresso Nacional.

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