A presidente do PT municipal questiona a gestão da alimentação escolar em Salvador, apontando impacto direto na rede de ensino.
O debate envolve a atuação da prefeitura, do governo local, da Câmara e da administração pública diante das denúncias.
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| Ana Carolina critica merenda escolar em Salvador • Foto: Reprodução |
A presidente do diretório municipal do Partido dos Trabalhadores em Salvador, Ana Carolina, criticou nesta quarta-feira (13), em Salvador, Bahia, a política de merenda escolar adotada pela gestão do prefeito Bruno Reis, ao afirmar que o valor repassado de aproximadamente R$ 2,40 por aluno estaria comprometendo o fornecimento de alimentação em unidades comunitárias da capital baiana.
A declaração ocorre em meio a denúncias de irregularidades no abastecimento da rede e afeta diretamente cerca de 30 mil crianças, segundo a dirigente partidária.
As críticas foram intensificadas após um protesto realizado na terça-feira (12), quando mães, educadores e profissionais da educação foram às ruas de Salvador para cobrar a regularização da merenda escolar em escolas comunitárias.
Segundo Ana Carolina, o valor atualmente destinado pela administração municipal estaria abaixo do necessário para garantir alimentação adequada aos estudantes, gerando impactos diretos na qualidade e na quantidade das refeições servidas.
A dirigente afirmou que “não existe projeto de cidade quando falta comida no prato das crianças”, reforçando que a alimentação escolar deve ser tratada como obrigação do poder público e não como ação opcional da gestão municipal.
No contexto da administração pública de Salvador, o tema tem gerado crescente pressão política e institucional, especialmente em relação à responsabilidade da prefeitura na execução das políticas educacionais e de assistência alimentar.
A repercussão do caso amplia o debate na capital baiana sobre prioridades orçamentárias e eficiência da gestão pública, com possível desdobramento nas discussões da Câmara Municipal e de órgãos de controle.
Além disso, o episódio reforça tensões políticas entre oposição e base governista, em um cenário de maior vigilância social sobre serviços essenciais oferecidos pelo município.

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