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Aladilce Reage à crise no atendimento e cobra linha de cuidados para Lúpus

Debate reuniu entidades, especialistas e representantes da saúde pública para discutir acesso, humanização e ampliação da assistência aos pacientes.

Representantes da saúde e pacientes debatem melhorias no atendimento público para pessoas diagnosticadas com Lúpus.
Audiência pública discute atendimento para pacientes com Lúpus • Foto: Ângela Ramos

Pacientes com Lúpus e representantes de entidades ligadas à saúde cobraram melhorias urgentes no atendimento público durante audiência promovida pela Comissão de Saúde da Câmara Municipal. O encontro, articulado pela vereadora  em parceria com a LOBA — Lúpicos Organizados da Bahia, destacou problemas estruturais no acesso a consultas, exames, medicamentos e atendimento especializado.

Atendimento humanizado entra no centro do debate

Segundo Aladilce Souza, uma das principais conclusões da audiência foi a necessidade de humanizar o atendimento aos pacientes diagnosticados com Lúpus nos serviços públicos de saúde. A parlamentar afirmou que as demandas serão encaminhadas às secretarias municipal e estadual de Saúde.

Durante o encontro, a vereadora também defendeu a criação de uma câmara técnica interinstitucional para reorganizar a linha de cuidados dos pacientes. A proposta prevê a participação de instituições públicas, especialistas e movimentos representativos ligados à doença.

Entidades apontam demora em consultas e falta de especialistas

A presidente da LOBA, Jacira de Souza, enumerou uma série de dificuldades enfrentadas pelos pacientes, entre elas a demora para consultas e retornos médicos, escassez de vagas em reumatologia, deficiência no atendimento multidisciplinar e irregularidade no fornecimento de medicamentos.

Representantes da saúde pública e especialistas também participaram do debate, incluindo técnicos vinculados à SESAB, integrantes da Secretaria Municipal de Saúde e profissionais da área de reumatologia.

Falta de reumatologistas preocupa pacientes e especialistas

A escassez de médicos reumatologistas foi apontada como um dos principais gargalos da rede pública. Participantes da audiência defenderam alternativas para ampliar o atendimento, incluindo a implementação de consultas online para reduzir filas e acelerar diagnósticos.

Especialistas alertaram ainda que a incidência do Lúpus é mais significativa entre mulheres afrodescendentes, grupo que representa parcela expressiva da população. O cenário amplia a preocupação sobre a necessidade de políticas públicas direcionadas e maior estrutura de atendimento especializado.

Debate amplia pressão por novos encaminhamentos na saúde

Ao final da audiência, Aladilce avaliou o encontro como produtivo e afirmou que os encaminhamentos serão direcionados aos órgãos responsáveis. A vereadora também ressaltou a importância das mobilizações do Maio Roxo para ampliar a visibilidade da doença e fortalecer o debate público sobre os desafios enfrentados pelos pacientes.

Segundo ela, o trabalho realizado pelas entidades representativas tem sido fundamental para combater a invisibilidade histórica das pessoas diagnosticadas com Lúpus e pressionar o poder público por melhorias efetivas no sistema de saúde.

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