Declarações do governo municipal e da prefeitura de Salvador intensificam o debate na Câmara sobre gestão da educação e administração pública.
A discussão envolve repasses, merenda escolar e responsabilidades entre gestão municipal e esfera federal.
![]() |
| Bruno Reis rebate protestos sobre merenda escolar em Salvador • Foto: Betto Jr./Secom PMS |
O prefeito de Salvador, Bruno Reis, voltou a se posicionar publicamente sobre a crise envolvendo unidades conveniadas e a merenda escolar na capital baiana, em meio a protestos de dirigentes de creches nesta semana em Salvador, Bahia.
A declaração foi feita nesta quinta-feira (14), após manifestações de entidades que cobram reajuste nos repasses destinados à alimentação e manutenção das unidades conveniadas.
Durante a fala, o prefeito Bruno Reis, de Salvador, afirmou que as reivindicações sobre aumento dos valores da merenda escolar deveriam ser direcionadas ao governo federal, destacando a origem dos recursos vinculados ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).
Segundo o gestor, a estrutura de financiamento limita a autonomia da prefeitura sobre os reajustes. “Se o dinheiro é pouco, é porque quem define os valores é o Governo Federal”, afirmou.
A declaração ocorre em meio a uma sequência de protestos realizados por dirigentes de creches conveniadas, que paralisaram atividades e realizaram ato em frente à prefeitura de Salvador, cobrando revisão dos repasses e equiparação com outros modelos de atendimento educacional.
O debate envolve diretamente a relação entre a gestão municipal e as entidades conveniadas, além de trazer reflexos para a administração pública e para a política educacional na Bahia.
A Associação de Escolas de Educação Comunitária da Bahia (AEEC) contesta a posição do Executivo municipal, argumentando que há desequilíbrio nos repasses e diferenças de tratamento em relação a outros programas educacionais, como o Pé na Escola.
O caso também repercute na Câmara Municipal, onde a oposição e representantes do setor educacional acompanham o impasse, que pode influenciar futuras decisões sobre orçamento e políticas de financiamento da educação infantil em Salvador.
Apesar das críticas, o prefeito reconheceu que os valores atuais estão defasados, mas reforçou que qualquer reajuste depende de articulação com a esfera federal, o que amplia o impacto político e administrativo da discussão.

0 Comentários