Discussão sobre a PEC 221/2019 reacende embates no Congresso e gera repercussão entre parlamentares da Bahia diante de mudanças na jornada de trabalho.
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| Deputados da Bahia recuam em apoio à emenda da escala 6x1 • Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados |
Bahia – A repercussão política em torno da proposta de alteração da jornada de trabalho na Câmara dos Deputados gerou recuo de parlamentares baianos que haviam apoiado emenda relacionada ao fim da escala 6x1, após forte pressão e debate público envolvendo a opinião de trabalhadores e lideranças políticas em todo o país.
O movimento ocorre no contexto das discussões sobre a PEC 221/2019, que trata da redução progressiva da jornada de trabalho no Brasil, tema que voltou ao centro das articulações políticas em Brasília e tem provocado divisões internas entre partidos e bancadas estaduais, incluindo representantes da Bahia.
Entre os parlamentares citados inicialmente no apoio à emenda estavam os deputados Capitão Alden, Arthur Oliveira Maia, José Rocha, Roberta Roma, João Carlos Bacelar, Diego Coronel, Paulo Azi, Rogéria Santos e Claudio Cajado, que passaram a ser mencionados em meio à reavaliação política da proposta.
Em nota, Roberta Roma afirmou que a assinatura anterior não representa sua posição definitiva sobre o tema, destacando que defende uma solução intermediária para a redução da jornada, mas sem postergação excessiva de mudanças trabalhistas consideradas sensíveis para a população.
A parlamentar também apontou tentativa de uso político do debate, enquanto Rogéria Santos apresentou pedido formal de retirada da assinatura, alegando necessidade de análise mais aprofundada da proposta no âmbito legislativo.
Já Arthur Oliveira Maia reafirmou apoio ao fim da escala 6x1, defendendo a implantação da jornada 5x2 e argumentando que assinaturas em emendas podem ter caráter apenas de viabilização de debate, sem obrigatoriedade de posicionamento final.
A movimentação dos parlamentares gera impacto direto no cenário político da Bahia, especialmente em um momento de forte debate nacional sobre direitos trabalhistas e modernização das relações de trabalho, ampliando a pressão sobre bancadas estaduais no Congresso Nacional.
Nos bastidores, a expectativa é de que a discussão sobre a jornada de trabalho siga em intensificação nas próximas semanas, com possibilidade de novos ajustes de posicionamento e articulações políticas envolvendo diferentes partidos, tanto na Bahia quanto em nível federal.

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