Deputado confirmou em Vitória da Conquista que recusou propostas para vice-governador e defendeu alternância de poder na Bahia.

Vitória da Conquista — O deputado federal Elmar Nascimento (União Brasil) revelou que recusou convites tanto do governador Jerônimo Rodrigues (PT) quanto do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) para disputar o cargo de vice-governador da Bahia. A declaração foi dada durante entrevista à rádio Conquista FM, na sexta-feira (15), e voltou a movimentar os bastidores da política baiana.
Elmar Nascimento revela por que recusou convites de ACM Neto e Jerônimo • Foto: Reprodução/Conquista FM

Vitória da Conquista — O deputado federal Elmar Nascimento (União Brasil) revelou que recusou convites tanto do governador Jerônimo Rodrigues (PT) quanto do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) para disputar o cargo de vice-governador da Bahia. A declaração foi dada durante entrevista à rádio Conquista FM, na sexta-feira (15), e voltou a movimentar os bastidores da política baiana.

Segundo o parlamentar, o primeiro convite ocorreu ainda em 2022, quando ACM Neto disputou o Governo da Bahia pela primeira vez. Na ocasião, Elmar afirmou que chegou a pedir um prazo para analisar a possibilidade, mas decidiu recusar por entender que poderia contribuir mais politicamente atuando em Brasília.

“Eu pedi dois dias para pensar e quando fui dar o retorno eu disse que não queria por não estar no meu perfil ser vice-governador. O que eu consegui de espaço em Brasília, achei que poderia ajudar muito mais o ACM estando lá do que estando na condição de vice-governador”, declarou o deputado.

O parlamentar destacou que a decisão acabou se mostrando acertada diante da atuação que vem desenvolvendo nos últimos anos no Congresso Nacional. De acordo com ele, a presença em Brasília possibilitou ampliar articulações políticas e garantir investimentos e obras para municípios baianos, fortalecendo sua influência dentro do cenário estadual.

Durante a entrevista, Elmar Nascimento também confirmou que recebeu convite do grupo político do governador Jerônimo Rodrigues para integrar a chapa governista na condição de vice-governador, substituindo a vaga atualmente ocupada por Geraldo Júnior (MDB).

O deputado relatou que foi chamado ao Palácio de Ondina pelo senador Otto Alencar (PSD), momento em que ocorreu a conversa sobre uma eventual composição política com o governo estadual.

“Quando ele convidou eu disse que ficaria entre a gente, porque se eu recusasse não ficaria como mais um que recusou. Depois eu fui ouvir a minha base”, afirmou.

Ao justificar a negativa ao grupo governista, o parlamentar fez críticas ao longo período de gestão petista na Bahia e defendeu a necessidade de renovação política no estado. Segundo ele, apesar dos avanços administrativos registrados nas últimas décadas, a alternância de poder é essencial para o fortalecimento democrático.

Para Elmar Nascimento, a discussão sobre sucessão estadual deve ganhar ainda mais força nos próximos meses, especialmente diante das movimentações de lideranças do União Brasil, PT e PSD em torno das eleições futuras. A declaração também amplia as especulações sobre alianças políticas e possíveis composições para a disputa pelo Palácio de Ondina.

O episódio reforça o cenário de articulações antecipadas na política baiana, em um momento em que diferentes grupos buscam consolidar alianças estratégicas visando o próximo ciclo eleitoral. A movimentação de nomes influentes como Elmar Nascimento evidencia o peso das negociações internas e da formação de chapas competitivas na Bahia.

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