Proposta em tramitação no Senado avança sob relatoria de Jaques Wagner e reforça papel histórico da Independência da Bahia no cenário político nacional.

O Senado Federal iniciou a tramitação de um projeto que propõe tornar Salvador capital simbólica do Brasil no dia 2 de Julho. A matéria está sob relatoria do senador Jaques Wagner (PT), com análise prevista na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Projeto relatado por Jaques Wagner pode tornar Salvador capital simbólica do Brasil no 2 de Julho • Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O Senado Federal iniciou a tramitação de um projeto que propõe tornar Salvador capital simbólica do Brasil no dia 2 de Julho. A matéria está sob relatoria do senador Jaques Wagner (PT), com análise prevista na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

A proposta, identificada como Projeto de Lei 5672, foi apresentada pelo deputado federal Leo Prates (PDT) e busca reconhecer oficialmente a importância histórica da Independência da Bahia, consolidada em 2 de julho de 1823. O texto já havia sido aprovado anteriormente na Câmara dos Deputados, com parecer favorável do deputado Gabriel Nunes (PSD).

No Senado, a designação da relatoria ao senador Jaques Wagner, feita pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União), marca o início da fase de análise técnica da proposta. Neste momento, o projeto encontra-se em elaboração de parecer dentro da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Caso o texto seja aprovado pelos senadores e posteriormente sancionado pela Presidência da República, a medida instituirá a transferência simbólica da sede do governo federal para Salvador durante as celebrações do 2 de Julho. A iniciativa tem como objetivo fortalecer o reconhecimento institucional da data como marco decisivo da independência brasileira.

A tramitação do projeto também reacende o debate político sobre o papel histórico da Bahia na consolidação da soberania nacional, ampliando a visibilidade da data no calendário cívico oficial do país. Após a conclusão do parecer, a proposta seguirá para votação no plenário do Senado.