Iniciativa do governo federal envolve gestão integrada com estados, reforça atuação da administração pública e articulação com o Congresso Nacional e Câmara, ampliando estratégias de segurança pública e inteligência penitenciária no país.

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, lançou em Brasília o programa Brasil Contra o Crime Organizado, que prevê investimento total de R$ 11 bilhões e impacta diretamente a política nacional de segurança pública, com reflexos em cidades como Salvador, na Bahia.
Lula lança programa de R$ 11 bilhões contra o crime organizado • Foto: Reprodução/Youtube @Lula

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, lançou em Brasília o programa Brasil Contra o Crime Organizado, que prevê investimento total de R$ 11 bilhões e impacta diretamente a política nacional de segurança pública, com reflexos em cidades como Salvador, na Bahia.

A iniciativa tem como objetivo central desarticular as estruturas econômicas, operacionais e sociais das organizações criminosas em todo o território nacional, com forte integração entre o governo federal, estados e forças de segurança.

O anúncio foi realizado nesta terça-feira (12) e inclui a modernização do sistema penitenciário, ampliação de inteligência policial e ações integradas de combate ao tráfico de armas e comunicação criminosa.

Estrutura e impacto do programa

O plano prevê a transformação de 138 presídios em unidades de segurança máxima, com padrão federal de controle, isolamento de lideranças e bloqueio de comunicação clandestina.

Segundo o governo, o foco é impedir que o sistema prisional continue sendo utilizado como centro de comando do crime organizado, reduzindo sua capacidade de articulação externa.

O financiamento inclui R$ 1 bilhão do Orçamento da União e R$ 10 bilhões via empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social destinados aos estados.

Inteligência e repressão estruturada

O programa também prevê a criação do Centro Nacional de Inteligência Penal em Brasília, com integração de dados e ações conjuntas entre polícias federais e estaduais.

O ministro da Justiça destacou que o modelo foi desenhado após estudos técnicos para criar uma resposta mais eficiente ao crime organizado.

A proposta inclui ainda operações nacionais como Mute e Modo Avião, além da utilização de drones, bloqueadores de sinal e equipamentos de varredura em unidades prisionais.

Combate ao tráfico de armas

Outro eixo estratégico é o enfrentamento ao tráfico de armas, considerado peça central no fortalecimento das facções criminosas.
O plano prevê rastreamento de armas, integração entre PF, PRF, Receita Federal e Exército, além de tecnologias de monitoramento e fiscalização de fronteiras.

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, reforçou que o controle de armamentos deve permanecer sob responsabilidade das forças policiais profissionais.

Repercussão institucional

Durante o anúncio, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, destacou também iniciativas paralelas no Legislativo, incluindo debates sobre criminalização de práticas de misoginia e reforço de políticas de proteção social.

A proposta do governo federal busca ampliar a cooperação entre administração pública, forças de segurança e sistema judiciário, com impacto direto na redução da capacidade operacional do crime organizado.

Consequência para a segurança pública

A expectativa do governo é reduzir a atuação de facções em áreas urbanas e rurais, incluindo regiões metropolitanas como Salvador, na Bahia, com fortalecimento da inteligência policial e maior controle penitenciário.

Especialistas apontam que a integração nacional de dados e operações pode representar uma mudança estrutural na política de segurança pública brasileira.

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