Investigação do Ministério Público da Bahia aponta fraudes em recursos destinados a eventos culturais e ações sociais na Bahia, com afastamento de dirigentes e servidores.
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| MPBA investiga desvio de recursos em entidades culturais na Bahia • Foto: Reprodução |
Salvador – A atuação do Ministério Público da Bahia ganhou novos desdobramentos com a deflagração da Operação Sponsor, que apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos envolvendo entidades carnavalescas e projetos ligados à comunidade LGBTI+.
A ação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) em conjunto com a Promotoria de Justiça de Proteção da Moralidade Administrativa, com apoio de outras unidades institucionais e da Polícia Militar da Bahia.
De acordo com as investigações, recursos públicos que deveriam ser destinados ao financiamento de eventos culturais, incluindo atividades carnavalescas e iniciativas sociais em bairros de Salvador, teriam sido desviados por meio de uma associação investigada.
Entre os alvos da operação está a ex-vereadora LeoKret, além de servidores municipais e dirigentes de uma entidade suspeita de atuar como organização de fachada.
Recursos públicos e suspeita de irregularidades administrativas
As apurações indicam que a associação investigada teria recebido mais de R$ 1,1 milhão do Município de Salvador, com a finalidade de executar projetos culturais e sociais.
No entanto, parte desses valores teria sido direcionada de forma irregular a integrantes da própria entidade, segundo o Ministério Público.
A investigação também aponta inconsistências na execução do projeto “Caminhada da Diversidade LGBTI+”, além de falhas na destinação de recursos para blocos carnavalescos e eventos comunitários em diversos bairros da capital baiana.
Afastamentos e medidas judiciais ampliam impacto da operação
A Justiça determinou o afastamento do presidente e do diretor-geral da associação investigada, além de duas servidoras municipais apontadas como participantes do esquema.
Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em órgãos públicos, sede de associação e residências de investigados. Até o momento, não houve decretação de prisão.
O caso reforça a atuação do Ministério Público da Bahia no combate a irregularidades envolvendo recursos públicos destinados a projetos culturais e sociais no estado.
Desdobramentos e impacto institucional na Bahia
A investigação ainda está em fase inicial e pode resultar na ampliação do número de investigados, além de novas análises sobre contratos e repasses realizados pelo poder público municipal.
O caso também deve repercutir no debate sobre mecanismos de controle e transparência na execução de políticas culturais e sociais na Bahia, especialmente em programas financiados com recursos públicos.
O Ministério Público informou que novas etapas da apuração poderão ocorrer conforme o avanço da análise documental e do material apreendido durante a operação.

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