Deputado federal afirma que dados do Atlas da Violência 2026 revelam falha estrutural na segurança pública estadual.
Relatório aponta aumento expressivo de homicídios e pressiona debate político na Bahia.
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| Paulo Azi critica segurança pública na Bahia • Foto: Divulgação |
O deputado federal Paulo Azi (União Brasil-BA) criticou nesta terça-feira (26) o governo da Bahia após a divulgação do Atlas da Violência 2026, que colocou o estado novamente entre os piores indicadores de segurança pública do país, reacendendo o debate sobre a condução das políticas de combate à criminalidade.
A avaliação do parlamentar ocorre após a publicação do relatório elaborado pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que aponta a Bahia como o estado com maior número absoluto de homicídios em 2024, totalizando 6.061 casos.
O levantamento também indica um cenário crítico entre jovens, com 3.553 mortes registradas na faixa de 15 a 29 anos, além de uma taxa de 114,7 homicídios por 100 mil habitantes entre esse público, a maior do país.
Atlas da Violência expõe números alarmantes na Bahia
O relatório nacional reforça a posição da Bahia entre os estados mais afetados pela violência letal no Brasil.
Segundo os dados, o estado registrou um volume de homicídios 71% superior ao segundo colocado, Pernambuco, evidenciando um cenário de alta concentração de crimes letais.
Além disso, a taxa geral de homicídios passou de 23,7 por 100 mil habitantes em 2006 para 40,9 em 2024, um crescimento aproximado de 72% em quase duas décadas.
Para o deputado federal Paulo Azi, os números indicam uma situação contínua e estrutural. Ele classificou o cenário como uma “calamidade permanente” na condução da política de segurança.
Críticas à gestão estadual e disputa política
O parlamentar afirmou que o desempenho da segurança pública na Bahia contrasta com o discurso oficial do governo estadual.
Segundo ele, há um distanciamento entre a realidade dos dados e a narrativa política apresentada pela administração pública.
“Os dados do Atlas da Violência mostram, mais uma vez, que a Bahia perdeu o controle da segurança pública”, declarou o deputado.
A crítica também reforça a disputa política entre oposição e base governista no estado, especialmente em torno da condução das políticas de combate à criminalidade ao longo dos últimos anos.
Impactos sociais e desdobramentos institucionais
O avanço dos índices de violência tem impacto direto sobre famílias baianas, especialmente em áreas urbanas e regiões mais vulneráveis.
Especialistas e instituições de pesquisa apontam que a continuidade dos altos índices pode pressionar novas mudanças na estrutura de segurança pública e ampliar o debate sobre investimentos e gestão estadual.
Como possível desdobramento, o tema deve ganhar força na agenda política da Bahia, com aumento da pressão por respostas institucionais e revisão de estratégias de enfrentamento à violência.
O cenário exposto pelo Atlas da Violência amplia a pressão sobre o governo estadual e reforça o debate político em torno da eficiência das políticas de segurança pública na Bahia, que segue entre os estados mais afetados pela violência letal no país.

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