Proposta prevê campanhas educativas, capacitação profissional e ações de acolhimento para adolescentes, adultos e idosos sem diagnóstico formal.
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| Marcelo Guimarães Neto pressiona por política sobre autismo tardio • Foto: Divulgação |
O vereador Marcelo Guimarães Neto (UB) apresentou um projeto de lei que cria diretrizes para a Política Municipal de Conscientização, Identificação e Apoio ao Diagnóstico Tardio do Transtorno do Espectro Autista (TEA). A proposta busca ampliar ações de informação, acolhimento e inclusão social para pessoas que chegaram à vida adulta sem diagnóstico formal.
Estudo revela crescimento de diagnósticos tardios do TEA
Dados do estudo “Mapa Autismo Brasil”, divulgados em 2026, apontam que, apesar da maior parte dos diagnósticos ocorrer ainda na infância, um número significativo de pessoas descobre o transtorno apenas na adolescência, fase adulta ou terceira idade.
A discussão sobre o diagnóstico tardio ganhou espaço nos últimos anos diante do aumento de relatos de adultos que passaram décadas sem compreender dificuldades relacionadas à comunicação, socialização e adaptação em diferentes ambientes.
Projeto prevê campanhas educativas e orientação social
O texto apresentado pelo parlamentar estabelece diretrizes para campanhas de conscientização sobre o diagnóstico tardio do TEA e prevê a disseminação de informações sobre características do transtorno em diferentes fases da vida.
A proposta também incentiva a produção de materiais educativos acessíveis e ações de orientação voltadas para familiares, profissionais e pessoas que apresentam sinais compatíveis com o espectro autista.
Capacitação de profissionais entra entre prioridades da proposta
Entre os principais pontos do projeto está o incentivo à capacitação de profissionais das áreas da saúde, educação e assistência social para identificação de sinais do transtorno em adolescentes, adultos e idosos.
O projeto ainda estimula a integração entre órgãos públicos, instituições de ensino, entidades da sociedade civil e conselhos municipais, além da realização de estudos sobre a incidência do diagnóstico tardio do TEA.
Vereador defende acolhimento e garantia de direitos
Ao justificar a proposta, Marcelo Guimarães Neto afirmou que muitas pessoas convivem durante anos sem compreender os desafios enfrentados nas relações sociais, familiares e profissionais.
“Muitas pessoas passaram anos sem compreender os desafios que enfrentavam nas relações sociais, familiares e profissionais. O diagnóstico tardio representa acolhimento, acesso à informação e garantia de direitos”, declarou o vereador.
Discussão sobre inclusão social amplia debate sobre o autismo
A iniciativa amplia o debate sobre inclusão social e políticas públicas voltadas ao atendimento de pessoas com TEA em diferentes faixas etárias. O tema também reforça a necessidade de fortalecimento de redes de apoio e ampliação do acesso à informação sobre o transtorno.
Caso avance na Câmara Municipal, o projeto poderá estabelecer novas diretrizes de conscientização e acolhimento para pessoas que vivem sem diagnóstico formal do espectro autista.

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