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Tino Chaves deixa base de Jerônimo e declara apoio a ACM Neto após nomeação na Codevasf

Movimento evidencia tensão nos bastidores da política baiana e amplia desgaste em torno da indicação de Márcia Sá Teles para cargo estratégico na Codevasf.

O ex-candidato a prefeito de Cotegipe, Tino Chaves (Avante), rompeu com a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e declarou apoio a ACM Neto (União Brasil), em meio à polêmica nomeação de Márcia Sá Teles para a Codevasf, gerando reações dentro do PT no oeste baiano.
Tino Chaves (Avante), rompeu com a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e declarou apoio a ACM Neto (União Brasil). - 📷: Reprodução 

O ex-candidato a prefeito de Cotegipe, Tino Chaves (Avante), rompeu com a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e declarou apoio a ACM Neto (União Brasil), em meio à polêmica nomeação de Márcia Sá Teles para a Codevasf, gerando reações dentro do PT no oeste baiano.

O cenário político do interior da Bahia voltou a registrar movimentações relevantes após o rompimento político em Cotegipe protagonizado por Tino Chaves (Avante), que anunciou sua saída da base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) para declarar apoio ao ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil).

A mudança de posicionamento foi oficializada por meio de publicação nas redes sociais, em que o ex-candidato aparece ao lado de ACM Neto no escritório do União Brasil, em Salvador. Na mensagem, Tino destacou o encontro como um momento de “alinhamento de ideias” e de construção de um projeto político voltado ao futuro, evidenciando uma reconfiguração estratégica em sua atuação no cenário estadual.

O movimento ocorre em um contexto de forte repercussão política envolvendo a nomeação para a Codevasf na Bahia da ex-prefeita de Cotegipe, Márcia Sá Teles, considerada aliada de Tino Chaves. A ex-gestora foi recentemente designada para a 2ª Superintendência Regional da Codevasf, com sede em Bom Jesus da Lapa, decisão que provocou reações imediatas dentro do Partido dos Trabalhadores.

Nos bastidores, diretórios municipais do PT na região oeste da Bahia manifestaram repúdio coletivo à indicação, atribuindo a articulação política ao ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT). A principal crítica gira em torno do histórico político recente de Márcia, que apoiou ACM Neto nas eleições estaduais de 2022 — fato que, segundo lideranças petistas, contraria diretrizes partidárias.

A decisão de Tino Chaves reforça esse cenário de desgaste interno, ao repetir o alinhamento político adotado anteriormente por sua aliada. O episódio também evidencia fissuras na base governista e amplia o debate sobre critérios de nomeações estratégicas em órgãos federais com atuação regional.

Vale destacar que Tino protagonizou uma das disputas eleitorais mais acirradas da política municipal de Cotegipe nas eleições de 2024. Na ocasião, foi derrotado pela candidata petista Professora Beatriz, por uma margem extremamente estreita de apenas 36 votos — resultado que refletiu um equilíbrio significativo de forças no município.

Diante desse novo reposicionamento, analistas avaliam que o episódio pode ter desdobramentos relevantes no xadrez político da Bahia, especialmente com vistas às próximas eleições municipais e estaduais, consolidando uma possível reorganização de alianças no interior do estado.

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