Ex-governador da Bahia afirma que prejuízos bilionários motivaram venda da estatal e atribui crescimento do Banco Master a decisões do Banco Central no governo Bolsonaro.
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| Rui comenta situação da Credcesta assumida pelo Governo da Bahia e diz que Banco Master cresceu na gestão de Bolsonaro - Foto: Reprodução/BNews |
O ex-governador da Bahia e ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa, elevou o tom do debate político ao rebater críticas da oposição e justificar decisões estratégicas adotadas durante sua gestão, especialmente a privatização da Cesta do Povo e o surgimento do Banco Master.
Durante entrevista concedida nesta segunda-feira (13), o ex-chefe do Governo da Bahia classificou a rede estatal de supermercados como um modelo economicamente inviável, destacando que a decisão de venda foi fundamentada em critérios fiscais e administrativos. Segundo ele, a empresa acumulava prejuízos históricos desde a gestão do ex-governador Jaques Wagner.
“Era um supermercado que só dava prejuízo. Foram tentadas diversas mudanças de gestão, mas sem sucesso. Quando assumi, ficou claro que não havia viabilidade econômica”, afirmou Rui Costa.
O ex-governador detalhou que, ao longo de oito anos anteriores à sua administração, a estatal teria acumulado cerca de R$ 1 bilhão em prejuízo. Para ele, a manutenção da empresa significava transferir esse custo diretamente à população mais vulnerável da Bahia.
No processo de desestatização, o governo realizou tentativas de venda que inicialmente não despertaram interesse do mercado. Instituições como Bradesco, Banco do Brasil e Itaú demonstraram interesse apenas no braço financeiro vinculado ao cartão Credcesta, rejeitando a operação da rede física de supermercados.
Ao abordar o crescimento do Banco Master, associado ao Credcesta, Rui Costa direcionou críticas ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, especialmente no que diz respeito às decisões do Banco Central do Brasil.
Segundo o ex-ministro, o pedido para criação ou aquisição da instituição financeira foi inicialmente negado em 2019, com base em um relatório técnico que apontava insuficiência de capacidade econômica do proponente.
Entretanto, conforme relatado por Rui, houve uma mudança significativa após a troca de comando no Banco Central, quando assumiu a presidência da autarquia Roberto Campos Neto, indicado pelo governo Bolsonaro.
“Com a nova gestão, o entendimento mudou completamente, e a autorização foi concedida. A partir daí, o banco passou a crescer de forma acelerada no mercado financeiro”, declarou.
O ex-governador também ressaltou que a responsabilidade pela fiscalização de instituições financeiras não compete ao governo estadual, mas sim ao governo federal e ao Banco Central. Ele citou ainda que investigações mais recentes ocorreram durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sob a condução do atual dirigente da autoridade monetária, Gabriel Galípolo.
Além das explicações técnicas, Rui Costa fez um paralelo entre os cenários eleitorais de 2022 e as projeções para 2026, reforçando o caráter político das críticas recebidas e posicionando-se dentro dos bastidores da política baiana.
A declaração reacende o debate sobre o papel do Estado na economia, a gestão de empresas públicas e a atuação de órgãos reguladores federais, temas que devem permanecer no centro das discussões políticas nos próximos anos.
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