70/recent/ticker-posts

TCU condena ex-prefeito de Ilhéus, Marão, a devolver R$ 1,5 milhão por irregularidades após chuvas de 2023

Decisão aponta falta de comprovação no uso de recursos federais destinados a vítimas de desastre e impõe multa de R$ 190 mil ao ex-gestor.

O Tribunal de Contas da União determinou que o ex-prefeito de Ilhéus devolva mais de R$ 1,5 milhão por irregularidades na aplicação de recursos federais após as chuvas de 2023, além de multa e possível cobrança judicial.
Marão ainda não se manifestou sobre a decisão do TCU|📷 Reprodução 

O Tribunal de Contas da União determinou que o ex-prefeito de Ilhéus devolva mais de R$ 1,5 milhão por irregularidades na aplicação de recursos federais após as chuvas de 2023, além de multa e possível cobrança judicial.

O Tribunal de Contas da União (TCU) condenou o ex-prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre Corrêa de Sousa, conhecido como Marão, à devolução de recursos federais utilizados em ações emergenciais após as fortes chuvas que atingiram a região em abril de 2023. A decisão foi proferida pela 2ª Câmara da Corte na sessão do último dia 14 de abril.

De acordo com o acórdão, os valores foram repassados pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional com o objetivo de atender pessoas afetadas pelo desastre natural. No entanto, o tribunal concluiu que não houve comprovação da aplicação correta dos recursos públicos, o que motivou a condenação.

O ex-gestor não apresentou defesa dentro do prazo estabelecido, sendo julgado à revelia. Com isso, o TCU classificou as contas como irregulares, determinando a devolução do valor principal de R$ 1.589.000,00. O acórdão ainda registra dois créditos — R$ 128.457,18 e R$ 9.725,43 — que reduzem parcialmente o montante total devido.

Além da devolução, foi aplicada uma multa de R$ 190 mil ao ex-prefeito. O prazo estipulado para pagamento é de 15 dias após a notificação oficial, com incidência de correção monetária e juros em caso de atraso.

A decisão também prevê medidas adicionais em caso de inadimplência. O TCU autorizou a cobrança judicial do débito, além de permitir o parcelamento da dívida em até 120 vezes, desde que haja o pagamento da primeira parcela e manutenção da regularidade nas demais.

Outro ponto relevante do acórdão envolve o Banco do Brasil, que foi determinado a recolher ao Tesouro Nacional qualquer saldo remanescente existente em conta vinculada à transferência dos recursos, caso ainda haja valores disponíveis.

Até o momento, Mário Alexandre Corrêa de Sousa não se pronunciou oficialmente sobre a decisão.

🚀 Receba notícias em primeira mão!

Acompanhe os bastidores da política e do CAB no WhatsApp de Léo Santos.

CLIQUE PARA ENTRAR NO CANAL

Léo Santos Política — Onde a Bahia se informa com verdade.

Post Navi

Postar um comentário

0 Comentários

Notícias e Política na Bahia

Acompanhe os principais fatos políticos de Salvador, Feira de Santana, Vitória da Conquista, Jequié e toda a Bahia. Informação com credibilidade sobre o governo do estado e bastidores da política baiana.