Denúncia envolvendo o vereador levanta debate sobre transparência e fiscalização na Câmara de Salvador.
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| Ex-funcionária acusa vereador de Salvador de rachadinha • Foto: Reprodução/Redes Sociais |
Uma ex-funcionária do gabinete do vereador de Salvador, Sílvio Humberto, tornou públicas denúncias de suposto esquema de rachadinha entre 2024 e 2025. O parlamentar nega as acusações e afirma que irá tratar o caso nos canais institucionais competentes.
A cena política de Salvador foi impactada nesta semana após a ex-colaboradora Ingrid Damata divulgar, por meio das redes sociais, denúncias de um suposto esquema de rachadinha no gabinete do vereador Sílvio Humberto (PSB).
Nos vídeos publicados, a denunciante afirma que o parlamentar teria exigido devoluções de parte dos salários de funcionários durante os anos de 2024 e 2025. A prática, considerada ilegal, consiste na retenção de valores pagos a assessores parlamentares, configurando possível desvio de recursos públicos.
Em uma das gravações, Ingrid declara que formaliza a denúncia junto ao Ministério Público, à Câmara Municipal de Salvador e à sociedade baiana, embora não apresente detalhes concretos sobre a operacionalização do suposto esquema. Segundo ela, não teve acesso direto a provas documentais que confirmassem a totalidade dos fatos.
Além das acusações, a ex-funcionária divulgou imagens ao lado do vereador em eventos políticos e capturas de tela de conversas, incluindo uma suposta cobrança no valor de R$ 200. Ingrid também relatou conflitos pessoais com o parlamentar, alegando ter sido retirada de um imóvel vinculado à família dele.
Em resposta, o vereador Sílvio Humberto negou integralmente as acusações, classificando-as como “levianas”. Em nota oficial, o parlamentar afirmou que a denunciante foi acolhida por sua família em um momento de vulnerabilidade, recebendo apoio social, incluindo moradia e assistência médica.
O vereador destacou ainda sua trajetória política de mais de 30 anos, com atuação em pautas como educação, igualdade racial e políticas afirmativas. Segundo ele, o caso será tratado exclusivamente nos meios institucionais adequados para apuração dos fatos.
O episódio reacende discussões no cenário político baiano sobre transparência pública, controle interno dos gabinetes e a necessidade de investigação rigorosa por parte dos órgãos competentes, caso as denúncias avancem formalmente.
Até o momento, não há confirmação de abertura oficial de investigação por parte das autoridades.
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