Senador baiano se posiciona contra projeto enviado por Lula ao Congresso e defende negociação direta entre empregador e empregado.
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| O senador Angelo Coronel manifestou oposição à proposta de redução da jornada de trabalho no Brasil | 📷 Reprodução/BNews |
O senador Angelo Coronel manifestou oposição à proposta de redução da jornada de trabalho no Brasil, argumentando que a medida pode impactar negativamente o emprego, especialmente em setores que operam aos finais de semana.
O senador Angelo Coronel (Republicanos-BA) declarou publicamente sua posição contrária à redução da jornada de trabalho no Brasil, proposta que vem sendo debatida no cenário político nacional. Segundo o parlamentar, a mudança pode provocar efeitos adversos no mercado, especialmente com potencial aumento do desemprego.
Durante entrevista ao site Repórter Hoje, o senador destacou preocupações práticas em relação à aplicação da medida, citando setores que dependem de funcionamento contínuo, como shoppings, cinemas e restaurantes. Para ele, a alteração na carga horária poderia comprometer a dinâmica dessas atividades.
“Isso vai gerar, na minha ótica, desemprego. Como é que vai funcionar os shoppings que trabalham sábado e domingo? Como fica o cinema e o restaurante?”, questionou o senador.
Além disso, Angelo Coronel enfatizou que as relações trabalhistas devem ser estabelecidas diretamente entre patrões e empregados, sem interferência estatal. Em sua avaliação, a imposição de regras pelo governo pode comprometer a liberdade contratual entre as partes.
O posicionamento do senador surge em meio ao envio de um projeto de lei pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que propõe o fim da escala 6x1 — modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos com um dia de descanso. A proposta prevê a redução da carga horária semanal e foi encaminhada ao Congresso Nacional em regime de urgência constitucional.
Com esse regime, o texto deverá ser analisado pela Câmara dos Deputados em até 45 dias, seguindo posteriormente para o Senado no mesmo prazo. Caso não seja votado dentro desse período, a pauta legislativa poderá ficar travada, impedindo o avanço de outras matérias.
Paralelamente, outras duas propostas semelhantes já estão em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, ampliando o debate sobre possíveis mudanças na legislação trabalhista brasileira.
O tema tem gerado intensos debates nos bastidores da política nacional, envolvendo diferentes setores da economia e representantes sindicais, evidenciando a complexidade da discussão sobre produtividade, qualidade de vida e geração de empregos no país.
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