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PL da Bahia mira 7 cadeiras na AL-BA em 2026 e gera ceticismo interno sobre estratégia de João Roma

Declaração de João Roma sobre meta eleitoral do PL Bahia expõe divisões internas, disputa de nomes e dúvidas sobre viabilidade do projeto para a eleição de 2026.

A projeção de que o PL Bahia pretende eleger sete deputados estaduais na eleição de 2026, defendida por João Roma em entrevista à Baiana FM, provocou desconforto entre aliados e intensificou o debate interno sobre a viabilidade da estratégia eleitoral do partido no estado.
PL da Bahia mira 7 cadeiras na AL-BA em 2026 e gera ceticismo interno sobre estratégia de João Roma|📷 Reprodução/BNews 

A projeção de que o PL Bahia pretende eleger sete deputados estaduais na eleição de 2026, defendida por João Roma em entrevista à Baiana FM, provocou desconforto entre aliados e intensificou o debate interno sobre a viabilidade da estratégia eleitoral do partido no estado.

A declaração do presidente estadual do PL Bahia, João Roma, de que o partido pretende eleger sete deputados estaduais na eleição de 2026, reacendeu tensões internas e levantou dúvidas entre aliados sobre a real capacidade de execução da meta traçada para a disputa proporcional na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA).

Segundo apuração do BNews, a avaliação predominante nos bastidores é de que a projeção é considerada elevada diante do atual cenário de organização da sigla no estado, marcado por disputas internas e fragmentação de lideranças.

Um dos principais pontos de preocupação é a concorrência entre nomes já estabelecidos dentro do próprio partido, o que tende a provocar dispersão de votos. O caso do deputado estadual Diego Castro é citado como exemplo dessa dinâmica. Ele enfrenta a consolidação de espaço político diante da presença de Paulo Câmara, Samuel Jr e Igor Dominguez, que também disputam protagonismo na mesma base eleitoral.

Além disso, a construção da nominata do partido tem sido alvo de críticas internas. A composição teria sido articulada por João Roma em diálogo com o ex-prefeito de Salvador ACM Neto e o prefeito Bruno Reis, ambos do campo oposicionista na Bahia. Parte dos integrantes ligados ao bolsonarismo local avalia que a chapa resultante não reflete integralmente a identidade ideológica do grupo, o que teria gerado insatisfação silenciosa, porém crescente.

Outro fator de tensão envolve a articulação política em torno da candidatura de nomes alinhados ao bolsonarismo. A pré-candidata a deputada federal Raíssa Soares, uma das principais vozes da direita baiana, reforçou cobranças por maior alinhamento político e diálogo com lideranças nacionais do campo conservador. Em sua avaliação, seria necessário um posicionamento mais claro em relação ao senador Flávio Bolsonaro, como elemento de coesão política.

“Reitero que respeito o ex-prefeito ACM Neto, mas entendo que, para que haja um alinhamento mais consistente, é importante que ele se posicione de forma objetiva em apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro. Esse é um fator relevante para que possamos construir uma convergência no cenário estadual”, afirmou.

O cenário expõe um desafio central para o PL Bahia: transformar projeções eleitorais ambiciosas em estrutura política efetiva, em meio a disputas internas, reorganização de lideranças e tentativa de consolidação do campo bolsonarista no estado.
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