Movimentações políticas em Vitória da Conquista intensificam desgaste interno, provocam troca de partido e ampliam tensão sobre alianças para 2026.
![]() |
| Crise entre grupo de Sheila Lemos e PSDB em Vitória da Conquista • Foto: Divulgação |
As articulações em torno das eleições de 2026 abriram uma crise política em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, envolvendo a prefeita Sheila Lemos (União Brasil) e lideranças do PSDB no município. O conflito ganhou força após a movimentação do vereador Diogo Azevedo, aliado de maior votação na cidade, e a reação interna do grupo político da gestora, conforme informações do colunista Levi Vasconcelos, do jornal A Tarde. O episódio resultou em desgaste, mudança partidária e aprofundamento das divergências locais.
Cenário político em Vitória da Conquista
O ambiente político em Vitória da Conquista tem sido marcado por reorganizações estratégicas voltadas às eleições de 2026. No centro da disputa está a prefeita Sheila Lemos (União Brasil), que articula internamente a pré-candidatura do marido, Vagner Santos, à Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA).
Segundo informações publicadas na coluna de Levi Vasconcelos, o movimento gerou desconforto entre aliados e abriu fissuras dentro do campo político que sustenta a gestão municipal.
Ruptura e movimentações partidárias
O ponto de tensão se intensificou após o vereador Diogo Azevedo, apontado como o mais votado do município nas últimas eleições, anunciar pré-candidatura a deputado federal em articulação com o deputado estadual Tiago Correia (PSDB).
A movimentação não teria sido bem recebida pelo grupo da prefeita, que passou a promover alterações administrativas com impacto indireto sobre aliados do parlamentar.
O desgaste resultou na saída de Diogo Azevedo do União Brasil e sua filiação ao PSDB, aprofundando o racha político local.
Críticas e leitura dos bastidores
De acordo com a mesma coluna, o deputado Tiago Correia (PSDB) teria classificado a postura da prefeita como “imatura politicamente”, ao priorizar disputas locais em detrimento da construção do projeto estadual ligado ao grupo do ex-prefeito de Salvador e líder político ACM Neto (União Brasil).
Nos bastidores, a avaliação é de que o episódio expõe uma disputa de influência dentro do campo oposicionista baiano, especialmente no redesenho das alianças para 2026.
Impactos políticos e institucionais
O episódio produz efeitos diretos na base de sustentação política em Vitória da Conquista:
- Enfraquecimento da coesão entre União Brasil e PSDB no município
- Reconfiguração de alianças locais com impacto na eleição proporcional
- Aumento da tensão entre lideranças estaduais e municipais
- Questionamentos sobre a viabilidade eleitoral de projetos paralelos dentro do mesmo grupo
No centro da disputa está também a viabilidade eleitoral de Vagner Santos, cuja pré-candidatura à ALBA enfrenta avaliações internas de baixa capilaridade fora do município.
Desdobramentos possíveis
Nos próximos meses, o cenário tende a evoluir para novas movimentações partidárias e ajustes estratégicos. Entre os desdobramentos mais prováveis estão:
- Reorganização de apoios locais para 2026
- Possíveis novas mudanças de filiação partidária
- Interferência direta de lideranças estaduais na condução das alianças
- Reavaliação de pré-candidaturas dentro do grupo da prefeita
- Intensificação da disputa por espaço na base oposicionista baiana
📲 Acompanhe a política baiana com atualizações contínuas, bastidores e informações em tempo real.
🔔 Entre no canal oficial: Léo Santos Política

0 Comentários