Brasília – O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou sonolência prolongada neste sábado (13) após a administração de medicamentos mais fortes para tratar problemas de saúde que, segundo familiares e médicos, vêm se agravando. A situação foi relatada por Carlos Bolsonaro um dia após a defesa informar ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma piora considerável no quadro clínico do ex-presidente.
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| Relatório médico aponta piora clínica de Jair Bolsonaro e aumento de medicação • Foto: Wilton Junior/Estadão |
Carlos Bolsonaro relata nova intercorrência e critica regras de visitação
De acordo com relatório médico encaminhado ao STF, Bolsonaro apresentou aumento na intensidade e na frequência das crises de soluço, exigindo doses adicionais de medicamentos para controle dos sintomas. O documento aponta que o tratamento atingiu o limite terapêutico considerado seguro pelos profissionais responsáveis pelo acompanhamento.
A defesa sustenta que o agravamento do quadro demandou ajustes na medicação e monitoramento contínuo do ex-presidente.
Relato de Carlos Bolsonaro
Em publicação nas redes sociais, Carlos Bolsonaro informou que visitou o pai na manhã deste sábado, mas permaneceu com ele por apenas cinco minutos.
Segundo o ex-vereador, Bolsonaro permaneceu dormindo durante quase todo o período autorizado para visitas. Carlos afirmou ter sido informado de que o ex-presidente só despertou às 9h55, poucos minutos antes do encerramento da janela estabelecida para os encontros familiares.
O filho do ex-presidente atribuiu a sonolência prolongada aos medicamentos utilizados para amenizar os problemas de saúde enfrentados por Bolsonaro.
Detalhes do quadro clínico
O relatório médico apresentado ao Supremo descreve uma piora no estado geral do ex-presidente, especialmente em razão das crises recorrentes de soluço.
De acordo com os advogados, a necessidade de reforço na medicação ocorreu após aumento da frequência dos episódios, situação que passou a exigir maior atenção da equipe médica responsável.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar por determinação do ministro Alexandre de Moraes, que autorizou a medida em razão da necessidade de recuperação de um quadro de broncopneumonia.
Críticas às regras de visitação
Na mesma manifestação, Carlos Bolsonaro criticou as restrições impostas para visitas ao ex-presidente durante o período de recuperação.
O ex-vereador citou a autorização concedida por Alexandre de Moraes para que familiares visitassem Bolsonaro neste sábado, mas questionou os horários definidos para os encontros.
Segundo ele, as limitações dificultam o convívio familiar e podem impactar o estado emocional do ex-presidente durante o tratamento médico.
Situação atual
Até o momento, não houve divulgação de novo boletim médico detalhando alterações adicionais no quadro clínico de Bolsonaro além das informações apresentadas pela defesa ao STF.
O caso continua sendo acompanhado pela equipe médica, familiares e autoridades responsáveis pelo cumprimento das medidas judiciais impostas ao ex-presidente.
Próximos passos
A expectativa é de que novas avaliações médicas sejam realizadas nos próximos dias para monitorar a evolução do quadro de saúde.
Eventuais atualizações poderão ser encaminhadas ao Supremo Tribunal Federal caso haja mudanças relevantes na condição clínica ou necessidade de revisão das medidas atualmente em vigor.

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