A mais recente pesquisa Genial/Quaest indica um recuo significativo na pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência, com impacto direto no eleitorado evangélico, segmento historicamente considerado uma das principais bases de sustentação da direita no país, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva amplia vantagem no cenário de segundo turno.
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| Pesquisa Quaest aponta queda de Flávio Bolsonaro no eleitorado evangélico e vantagem de Lula • Foto: Reuters/Folhapress |
Derretimento eleitoral e avanço de Lula no segundo turno
Os dados da pesquisa apontam que Flávio Bolsonaro registra 38% das intenções de voto no segundo turno, enquanto Lula aparece com 44%, consolidando liderança no cenário geral.
O movimento de queda é interpretado por estrategistas políticos como uma inflexão negativa na trajetória recente do senador, que vinha sustentando crescimento no início do ano.
Queda expressiva entre eleitores evangélicos preocupa campanha
O recorte religioso revela o principal ponto de alerta: entre eleitores evangélicos, Flávio Bolsonaro recuou de 61% para 52% em um mês.
Enquanto isso, Lula avançou de 24% para 31% no mesmo segmento, indicando mudança gradual de percepção política dentro de um grupo considerado decisivo em disputas presidenciais no Brasil.
Católicos estabilizados e perda de fôlego seletiva
Entre eleitores católicos, o cenário permanece estável, com Flávio mantendo 34% nas duas últimas medições.
A estabilidade nesse segmento contrasta com a queda entre evangélicos e sugere um desgaste concentrado em um nicho específico do eleitorado.
Aprovação de Lula cresce entre evangélicos
A avaliação do governo Lula entre evangélicos também apresenta melhora: a aprovação sobe de 28% para 35% entre abril e junho.
No mesmo período, a desaprovação recua de 68% para 60%, indicando recomposição gradual da imagem do governo nesse segmento.
Escândalos, áudios e desgaste de imagem pública
O cenário político é agravado por repercussões negativas envolvendo o senador, incluindo áudios atribuídos a interlocuções com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, investigado em operações da Polícia Federal.
As denúncias foram associadas a suspeitas de irregularidades financeiras e ampliaram o desgaste político, especialmente entre eleitores conservadores e religiosos.
Reação nas redes e impacto da opinião pública
Levantamento de monitoramento digital aponta predominância de menções negativas após eventos recentes envolvendo o senador.
A análise indica forte rejeição em parte do público cristão, com críticas à politização de eventos religiosos e ao discurso adotado em aparições públicas.
Independentes ampliam isolamento político
Entre eleitores independentes, Flávio Bolsonaro recua de 31% para 24%, enquanto Lula abre vantagem de 13 pontos percentuais nesse segmento.
Esse grupo é considerado estratégico por analistas eleitorais por sua capacidade de definir resultados em disputas majoritárias.
Estratégia do PL e possível entrada de novas lideranças
Diante do cenário adverso, aliados políticos avaliam a necessidade de reorganização da campanha, com maior protagonismo de lideranças como Michelle Bolsonaro, com foco em recomposição de imagem e reconexão com bases religiosas e populares.

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