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Tabata Amaral propõe mudanças no PL da Misoginia e prevê votação em breve

A deputada Tabata Amaral (PSB-SP) apresentou ajustes no parecer do PL da criminalização da misoginia no grupo de trabalho da Câmara dos Deputados, com impacto direto na definição do crime e na possibilidade de suspensão judicial de perfis usados para disseminação de conteúdo ilícito.

Câmara dos Deputados, apresentação de relatório sobre PL da misoginia por Tabata Amaral em grupo de trabalho legislativo.
Relatório de Tabata Amaral altera conceito de misoginia e prevê suspensão de perfis • Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Entenda o caso

A deputada Tabata Amaral apresentou, nesta quarta-feira (10), seu relatório no grupo de trabalho da Câmara que analisa o projeto de criminalização da misoginia.

O texto está em fase de consolidação e deve ser levado ao colégio de líderes na próxima semana, com expectativa de votação ainda em junho.

Detalhes do parecer

O grupo de trabalho foi instalado em maio e realizou audiências públicas sobre o impacto da misoginia e sua disseminação em ambientes digitais.

Segundo a relatora, o objetivo é consolidar um marco legal capaz de tipificar a prática sem ampliar o escopo para opiniões ou percepções subjetivas.

Mudanças no conceito de misoginia

No parecer, Tabata alterou a definição aprovada no Senado, vinculada originalmente à ideia de “ódio ou aversão às mulheres”.

A nova redação enquadra misoginia como prática, indução ou incitação de menosprezo ou discriminação contra a mulher, com impacto em sua dignidade, igualdade ou direitos.

A proposta original havia sido aprovada no Senado sob autoria da senadora Ana Paula Lobato.

Suspensão de perfis e redes sociais

Um dos pontos centrais do relatório é a possibilidade de suspensão judicial de perfis e contas utilizados para disseminar conteúdos ilícitos.

A medida dependeria de decisão judicial e estaria vinculada à comprovação do crime, segundo a relatora.

O texto também prevê que contas associadas ao mesmo usuário possam ser atingidas, inclusive em casos de uso indireto para propagação de conteúdo.

Tramitação e próximos passos

A expectativa é que o relatório final seja apresentado ao colégio de líderes e, posteriormente, votado no grupo de trabalho.

A relatora afirma haver alinhamento com o presidente da Câmara Hugo Motta para levar o projeto ao plenário ainda em junho, caso a pauta legislativa seja destravada.

Possíveis desdobramentos

O projeto integra a Lei de Racismo e prevê penas de dois a cinco anos de reclusão, além de multa, com agravantes em casos de violência doméstica ou atuação coletiva.

O texto ainda pode sofrer alterações até sua votação final na Câmara.

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