Manifestação com mais de 3 mil militantes em Salvador pressiona por justiça no campo e relembra vítimas de episódio histórico de 1996.
![]() |
| O MST Terra ocupou a Assembleia Legislativa da Bahia nesta sexta-feira (17). 📷 Reprodução |
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra ocupou a Assembleia Legislativa da Bahia nesta sexta-feira (17), em um ato simbólico que cobra avanços na reforma agrária e homenageia vítimas do Massacre de Eldorado dos Carajás.
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realizou, na manhã desta sexta-feira (17), a ocupação das dependências da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), em Salvador, como parte de uma mobilização nacional por reforma agrária, justiça social e direitos no campo.
A ação reuniu mais de 3 mil militantes, que participaram de uma marcha iniciada em Feira de Santana e concluída na capital baiana após uma semana de mobilização. Durante o ato, imagens divulgadas nas redes sociais mostraram integrantes do movimento deitados nos corredores da ALBA, segurando cruzes em alusão às vítimas do Massacre de Eldorado do Carajás. Outros manifestantes entoavam cânticos com pandeiros e exibiam bandeiras do movimento.
A ocupação tem caráter simbólico e político, com o objetivo de pressionar o Governo da Bahia e demais autoridades por avanços estruturais na pauta da reforma agrária, além de reforçar a necessidade de políticas públicas voltadas à agricultura familiar e à distribuição de terras.
O ato também marca a memória de um dos episódios mais emblemáticos da luta pela terra no Brasil. Em 17 de abril de 1996, no sul do estado do Pará, uma operação policial resultou na morte de 21 trabalhadores rurais sem-terra, durante a repressão a uma marcha do MST na rodovia PA-150, na região conhecida como “Curva do S”. O episódio ficou conhecido nacionalmente como o Massacre de Eldorado dos Carajás, tornando-se símbolo da violência no campo e da impunidade em conflitos agrários.
A mobilização desta sexta-feira reforça o papel do MST como um dos principais atores sociais na pauta da reforma agrária no Brasil, além de evidenciar a permanência de tensões estruturais no campo brasileiro. A ocupação da ALBA também amplia o debate no âmbito da Assembleia Legislativa, colocando pressão sobre o legislativo estadual para o avanço de políticas relacionadas à questão fundiária.
🚀 Receba notícias em primeira mão!
Acompanhe os bastidores da política e do CAB no WhatsApp de Léo Santos.
CLIQUE PARA ENTRAR NO CANALLéo Santos Política — Onde a Bahia se informa com verdade.

0 Comentários
Agradecemos o seu comentário! Sua opinião é fundamental para enriquecer o debate político em nosso blog. Lembramos que prezamos por um espaço de diálogo respeitoso entre todos os leitores.