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Davi Alcolumbre enfrenta nova pressão após ação no STF e avanço do caso Banco Master

Partido Novo recorre ao Supremo para exigir instalação do Conselho de Ética, enquanto acusações e investigações ampliam o desgaste político em torno do presidente do Congresso.

Davi Alcolumbre enfrenta pressão política após ação do Novo no STF e repercussão das investigações relacionadas ao Banco Master.
Presidente do Senado Davi Alcolumbre (União-AP) • Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, passou a enfrentar uma nova frente de pressão política e institucional após o partido Novo ingressar no Supremo Tribunal Federal (STF) com um mandado de segurança para exigir a instalação imediata do Conselho de Ética do Senado. A iniciativa ocorre em meio à repercussão de denúncias divulgadas pela revista Veja e ao avanço das investigações relacionadas ao Banco Master, tema que já provoca tensão nos bastidores de Brasília.

A ação protocolada pela legenda argumenta que a ausência do Conselho de Ética representa uma omissão institucional da Mesa Diretora do Senado, impedindo a análise de representações e denúncias apresentadas contra parlamentares, incluindo uma petição que envolve o próprio Alcolumbre.

As acusações divulgadas pela revista apontam que o senador teria recebido cerca de US$ 30 milhões, valor equivalente a aproximadamente R$ 155 milhões, em uma suposta operação relacionada a interesses do Banco Master. Em nota oficial, a defesa de Alcolumbre negou integralmente as alegações e classificou as informações como falsas.

"As alegações publicadas pela revista Veja envolvendo o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, são absolutamente falsas, não procedem e serão enfrentadas com a máxima firmeza", afirmou o comunicado.

Novo leva disputa ao STF

Segundo o partido Novo, a paralisação do Conselho de Ética enfraquece mecanismos internos de fiscalização e impede o regular funcionamento das atribuições institucionais do Senado.

O senador Eduardo Girão, do Novo do Ceará, afirmou que a legenda busca garantir que as denúncias sejam analisadas pelos órgãos competentes da Casa Legislativa.

De acordo com o parlamentar, a falta de instalação do colegiado também impede o avanço de representações relacionadas à não implementação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) destinada a investigar o Banco Master.

No pedido encaminhado ao STF, o partido solicita que a Corte determine à Mesa Diretora do Senado a adoção das providências necessárias para a eleição dos membros e instalação do Conselho de Ética.

Romeu Zema intensifica ataques

O caso também ganhou novos contornos políticos após o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, pré-candidato do Novo à Presidência da República, ampliar as críticas contra Alcolumbre.

Em publicação nas redes sociais, Zema associou a resistência à instalação da CPMI do Banco Master às denúncias divulgadas pela imprensa e questionou a postura adotada pela presidência do Senado.

A declaração eleva o tom do embate político e tende a transformar o caso em um dos temas centrais da disputa nacional nos próximos meses.

Banco Master permanece no centro das investigações

O caso Banco Master vem provocando repercussões no Congresso desde que investigações da Polícia Federal identificaram investimentos de aproximadamente R$ 400 milhões realizados pela Amapá Previdência (Amprev) em títulos da instituição financeira.

As apurações investigam possíveis crimes de gestão temerária e gestão fraudulenta relacionados às operações.

Um dos principais alvos da Operação Zona Cinzenta foi o ex-presidente da Amprev, Jocildo Silva Lemos, que também atuou como tesoureiro da campanha eleitoral de Alcolumbre em 2022. O senador, entretanto, não figura entre os investigados pela Polícia Federal.

As investigações também analisam suspeitas de vazamento de informações durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão ligados ao caso.

Bastidores do Planalto acompanham evolução do caso

Nos bastidores do governo federal, interlocutores avaliam que o avanço das investigações relacionadas ao Banco Master pode estar influenciando a relação entre Luiz Inácio Lula da Silva, Presidente da República, e Davi Alcolumbre, Presidente do Congresso Nacional.

Fontes políticas apontam que divergências recentes envolvendo pautas econômicas no Senado, além de discussões sobre indicações para o Supremo Tribunal Federal, estariam inseridas em um ambiente de crescente tensão entre setores do Executivo e lideranças do Legislativo.

Embora não haja confirmação oficial sobre qualquer relação direta entre os episódios, o tema passou a ser observado com atenção por integrantes da base governista e da oposição.

O que pode acontecer agora

A ação apresentada pelo Novo deverá ser analisada pelo Supremo Tribunal Federal, que decidirá se há fundamento jurídico para determinar a instalação do Conselho de Ética do Senado.

Paralelamente, permanecem em tramitação pedidos de investigação relacionados ao Banco Master no Congresso Nacional, incluindo requerimentos para criação de CPIs e CPMIs.

A depender da evolução das apurações e das decisões judiciais, o caso poderá produzir novos desdobramentos políticos, jurídicos e institucionais nas próximas semanas, mantendo o tema entre os assuntos mais sensíveis do cenário nacional.

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