BRASÍLIA – A primeira-dama Janja Lula da Silva defendeu nesta quinta-feira (11) o fortalecimento das políticas de proteção às mulheres negras e cobrou o enfrentamento da violência de gênero durante participação no III Encontro Nacional de Mulheres Quilombolas, realizado no Gama, no Distrito Federal, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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| A primeira-dama, Janja Lula da Silva, durante o III Encontro Nacional de Mulheres Quilombolas • Foto: Reprodução/YouTube/Governo Federal |
Janja destaca impacto da violência contra mulheres negras
Durante discurso no evento, Janja afirmou que as mulheres negras continuam sendo as principais vítimas das desigualdades e das diversas formas de violência registradas no país.
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A primeira-dama citou casos recentes de feminicídio e ressaltou que a violência afeta de forma desproporcional mulheres e meninas negras. Segundo ela, essas vítimas ainda enfrentam processos de invisibilização mesmo após os crimes.
“Não se fala mais que a mulher que morreu é uma mulher negra. Até nisso as mulheres negras estão sendo invisibilizadas”, declarou.
Dados reforçam preocupação com feminicídios
Ao abordar o tema, Janja mencionou informações do Fórum Brasileiro de Segurança Pública que apontam que cerca de 62% das vítimas de feminicídio registradas entre 2021 e 2024 eram mulheres negras.
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A primeira-dama afirmou que o combate à violência exige atuação permanente do poder público e reforço das políticas de prevenção, proteção e acolhimento.
Segundo ela, o enfrentamento ao feminicídio deve envolver diferentes esferas institucionais e ampliar mecanismos que garantam segurança às vítimas.
Governo cita avanços em medidas de proteção
Durante a cerimônia, Janja destacou iniciativas adotadas pelo governo federal no combate à violência contra as mulheres.
Entre os pontos mencionados estão os avanços promovidos pelo Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios, a redução do tempo de análise de medidas protetivas e a ampliação do monitoramento de agressores por meio de tornozeleiras eletrônicas.
Ela também ressaltou o fortalecimento das redes de acolhimento e proteção voltadas às mulheres em situação de vulnerabilidade.
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“Não podemos permitir que mulheres sejam mortas por homens que não aceitam que não são donos das mulheres”, afirmou.
Ministra destaca papel das mulheres quilombolas
A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, também participou do encontro e ressaltou a importância das lideranças quilombolas na defesa dos territórios tradicionais e na luta contra desigualdades históricas.
Segundo a ministra, a construção de uma sociedade mais democrática passa pelo combate ao racismo, pela reparação histórica e pela garantia de direitos às comunidades tradicionais.
Ela afirmou ainda que as mulheres quilombolas ocupam posição estratégica nos debates sobre justiça social, democracia e mudanças climáticas.
Evento reúne representantes de todo o país
Promovido pela Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas, o III Encontro Nacional de Mulheres Quilombolas reúne representantes de 24 estados brasileiros e delegações internacionais.
Com o tema “Mulheres Quilombolas na Defesa da Justiça Climática, por Reparação e Democracia”, o evento segue até 14 de junho com debates, painéis e atividades voltadas ao fortalecimento das comunidades quilombolas.
A mobilização também busca ampliar a participação das mulheres quilombolas em discussões sobre desenvolvimento sustentável, direitos territoriais e políticas públicas.
Situação atual
O encontro continua nos próximos dias com programação voltada à articulação nacional das comunidades quilombolas e à construção de propostas relacionadas à igualdade racial, justiça climática e proteção dos direitos das mulheres.

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