70/recent/ticker-posts

Testemunha diz que câmera de jovem morta em salto sumiu após acidente em SP

Testemunhas afirmam que equipamento de gravação teria sido retirado do local após queda de jovem de 21 anos em Limeira (SP).
Polícia investiga o desaparecimento da câmera usada no salto de rope jump.

Cena de investigação policial após morte de jovem durante salto rope jump em Limeira com câmera desaparecida no local do acidente.
Caso de jovem morta em rope jump em Limeira levanta suspeita sobre desaparecimento de câmera • Foto: Reprodução/Redes Sociais

O que aconteceu em Limeira

A morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante uma prática de rope jump em uma ponte em Limeira, no interior de São Paulo, no último sábado (13), passou a ser acompanhada por uma nova linha de investigação após o desaparecimento da câmera que registrava o salto. Segundo testemunhas e informações da Polícia Civil, o equipamento não foi localizado pela perícia e pode ter sido retirado do local logo após o acidente, o que levanta dúvidas sobre a preservação de possíveis provas.

Entenda o acidente durante o salto

Maria Eduarda participava de uma atividade de rope jump quando, segundo relatos iniciais, teria sido lançada da estrutura sem a corda principal de segurança. A modalidade utiliza cordas estáticas e depende de protocolos rígidos de fixação. O caso ocorreu durante uma atividade recreativa organizada por uma equipe local, que cobrava pelo salto e também pela gravação em câmera do tipo GoPro.

O que dizem as testemunhas sobre a câmera

De acordo com o pedagogo Rafael Goulart, uma das testemunhas do ocorrido, um integrante da equipe organizadora teria retirado a câmera da vítima ainda no local do acidente.

Segundo ele, a ação chamou atenção de quem presenciou a cena. A versão é de que o equipamento poderia ter sido recolhido de forma inadequada, o que levantou suspeitas sobre possível tentativa de ocultação de evidências, hipótese que ainda não foi confirmada oficialmente pelas autoridades.

Investigação e posicionamento da Polícia Civil

A delegada responsável pelo caso, Andrea Danta Levy, informou que esteve no local com a perícia e que a câmera não foi encontrada durante os trabalhos técnicos.

Segundo ela, o equipamento pertencia à própria equipe organizadora da atividade e poderia ter se desprendido durante a queda. No entanto, a autoridade também afirmou que, após diligências e buscas, ninguém soube indicar o paradeiro do objeto.

A Polícia Civil trabalha com a possibilidade de que a câmera tenha sido retirada por alguém presente na cena, diante da movimentação registrada após o acidente.

Serviço de gravação e relatos sobre a operação

Em depoimento, uma enfermeira que aguardava para realizar o salto relatou que a gravação era um serviço adicional, cobrado à parte, e feito com equipamentos fornecidos pela própria organização.

Ela também afirmou que, ao descer para prestar os primeiros socorros, já havia membros da equipe no local e que não viu a câmera junto à vítima. O atendimento foi iniciado até a chegada do resgate, que confirmou a morte da jovem.

Contexto do rope jump e segurança da atividade

O rope jump é uma modalidade de salto com cordas estáticas, diferente do bungee jump, que utiliza cordas elásticas. No caso do rope jump, o movimento após a queda resulta em balanço semelhante a um pêndulo.

Especialistas e praticantes destacam que a atividade exige protocolos rigorosos de segurança, já que qualquer falha na fixação pode resultar em acidentes graves, como o ocorrido em Limeira.

Conclusão 

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que busca esclarecer as circunstâncias da queda e o desaparecimento da câmera utilizada na gravação do salto. Enquanto isso, testemunhos e depoimentos ampliam as dúvidas sobre o que ocorreu nos momentos seguintes ao acidente. A principal linha de apuração agora envolve a responsabilidade da equipe organizadora e o destino do equipamento, considerado peça potencialmente relevante para o esclarecimento dos fatos.

Leia também

Postar um comentário

0 Comentários