Declarações publicadas em rede social e resposta em áudio ampliam tensão entre Jânio Natal e Luciano Francisqueto, elevando o clima político no Extremo Sul da Bahia.
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| Ex-prefeito de Itabela, Luciano Francisqueto, e o prefeito de Porto Seguro, Jânio Natal | 📷 Reprodução/Instagram |
Um conflito político envolvendo o prefeito de Porto Seguro, Jânio Natal, e o ex-prefeito de Itabela, Luciano Francisqueto, ganhou repercussão após declarações públicas em redes sociais e resposta em áudio. A discussão, inicialmente ligada a articulações eleitorais, evoluiu para acusações de cunho pessoal e familiar, gerando forte repercussão regional.
O cenário político no Extremo Sul da Bahia foi marcado por um novo episódio de tensão envolvendo o prefeito de Porto Seguro, Jânio Natal, e o ex-prefeito de Itabela, Luciano Francisqueto, após uma troca de declarações públicas que extrapolou o campo institucional e alcançou questões pessoais e familiares.
A controvérsia teve início em uma publicação no Instagram feita por Jânio Natal, na qual o gestor comentou a adesão da vereadora de Itabela, Kamilly Vieira, à pré-campanha do seu filho, Jânio Júnior, que é pré-candidato a deputado estadual. Na postagem, o prefeito destacou alinhamentos políticos locais e justificativas apresentadas pela parlamentar.
Entretanto, o ponto mais sensível surgiu quando o chefe do Executivo municipal mencionou, em sua publicação, que a vereadora seria ex-esposa de Luciano Francisqueto e relacionou a decisão política dela a questões pessoais. Em trecho posteriormente removido da postagem, Jânio Natal afirmou que a parlamentar teria evitado apoiar determinados grupos políticos por não desejar estar no mesmo palanque do ex-marido, além de fazer referência a uma suposta situação envolvendo pensão alimentícia.
A declaração gerou imediata reação do ex-prefeito de Itabela. Em um áudio direcionado ao prefeito de Porto Seguro, Luciano Francisqueto contestou a exposição de sua vida privada e criticou duramente a postura do gestor. Ele afirmou que o prefeito teria ultrapassado limites ao trazer questões familiares para o debate político e ainda o acusou de incompetência administrativa, além de sugerir que o episódio teria motivações eleitorais.
A repercussão do caso aumentou após a divulgação do conteúdo do áudio, no qual Francisqueto declarou que a abordagem do prefeito teria criado um “inimigo pessoal”, elevando o tom da disputa política entre as lideranças regionais.
Analistas políticos locais avaliam que o episódio reforça o clima de polarização e tensão no cenário político do Extremo Sul baiano, especialmente em um momento de articulações voltadas às próximas eleições. A utilização de redes sociais como palco de manifestações políticas também chama atenção, evidenciando a crescente judicialização e personalização dos debates públicos.
O caso segue repercutindo entre aliados e opositores de ambos os lados, sem sinais imediatos de recuo nas declarações.
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