Brasília – O senador Flávio Bolsonaro (PL) registrou queda nas intenções de voto entre eleitores independentes e da direita não bolsonarista, segundo dados da pesquisa Genial/Quaest analisados pela comentarista de política da CNN Brasil, Isabel Mega. O movimento ocorre em meio à repercussão do escândalo envolvendo o Banco Master.
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| Novo levantamento mostra recuo de Flávio Bolsonaro em cenário de segundo turno • Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo |
Primeiras informações
Os números apresentados durante o programa Live CNN indicam que Flávio Bolsonaro passou de 31% para 24% das intenções de voto entre os chamados eleitores independentes em um cenário de segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O grupo é considerado estratégico por analistas políticos por reunir eleitores que não estão fortemente alinhados aos polos da direita ou da esquerda.
Segundo Isabel Mega, o levantamento mostra um processo de distanciamento desse segmento em relação ao senador.
Atualização
Entre os eleitores identificados como integrantes da direita não bolsonarista, a pesquisa também registrou redução no apoio ao parlamentar.
Nesse grupo, Flávio Bolsonaro caiu de 88% para 82% entre maio e junho. A avaliação apresentada durante a análise é de que parte dos votos perdidos está justamente nesses segmentos considerados decisivos para ampliar a competitividade eleitoral.
Já entre os eleitores bolsonaristas, o cenário permaneceu estável. O levantamento apontou 97% de apoio ao senador tanto em maio quanto em junho.
O que se sabe até agora
Durante a análise, Isabel Mega relacionou a queda observada nas intenções de voto à repercussão do caso envolvendo o Banco Master.
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De acordo com a leitura da pesquisa, a percepção dos entrevistados associa o episódio mais diretamente à família Bolsonaro do que a outros grupos políticos. Para a analista, esse fator ajuda a explicar a migração de parte do eleitorado identificado como independente.
A avaliação reforça a importância do tema no ambiente político e eleitoral, especialmente em um momento em que possíveis pré-candidaturas para a disputa presidencial começam a ser monitoradas por partidos e institutos de pesquisa.
Reação dos grupos políticos
O levantamento também trouxe dados sobre outros nomes observados para futuras disputas nacionais.
Segundo Isabel Mega, Renan Santos alcançou 31% em um eventual segundo turno contra Lula, atingindo seu melhor desempenho nas medições da Genial/Quaest até o momento.
Apesar das críticas à metodologia do instituto, o pré-candidato utilizou os números para comentar a situação de Flávio Bolsonaro e destacou resultados de outros levantamentos eleitorais.
Enquanto isso, integrantes da campanha petista avaliam que o senador enfrenta um desgaste de imagem junto a parte do eleitorado. A interpretação apresentada é de que as críticas direcionadas ao parlamentar têm produzido impacto político superior às estratégias de reação adotadas por seus aliados.
Possíveis desdobramentos
O desempenho de Flávio Bolsonaro entre eleitores independentes passa a ser um dos principais pontos de atenção para aliados e observadores do cenário eleitoral.
Especialistas consideram que esse segmento costuma desempenhar papel decisivo em disputas nacionais, especialmente em cenários de segundo turno.
Novas pesquisas deverão indicar se a queda observada representa um movimento pontual relacionado ao caso Banco Master ou uma tendência mais ampla na disputa política nacional.
Próximos passos
O avanço das investigações e a evolução da repercussão pública do caso Banco Master devem continuar influenciando o debate político nos próximos meses.
Além disso, futuras rodadas de pesquisas eleitorais serão acompanhadas de perto por partidos, pré-candidatos e analistas para medir os impactos do episódio sobre a corrida presidencial e sobre a imagem de lideranças da direita brasileira.

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