Brasília – Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) mostra que 47% dos brasileiros acreditam que o senador Flávio Bolsonaro teve influência em decisões recentes do presidente norte-americano Donald Trump envolvendo o Brasil, incluindo a ameaça de novas tarifas sobre produtos brasileiros.
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| Pesquisa aponta divisão sobre papel de Flávio Bolsonaro em decisões dos EUA • Foto: Jair Amaral/EM |
Entenda os números da pesquisa
Segundo o levantamento, 47% dos entrevistados afirmaram concordar mais com a versão apresentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que atribui a Flávio Bolsonaro parte da responsabilidade pelo desgaste nas relações entre Brasil e Estados Unidos e pela proposta de sobretaxação anunciada pela Casa Branca.
Por outro lado, 35% disseram concordar mais com a posição do senador, que nega qualquer participação na medida e afirma ter defendido a manutenção das condições comerciais entre os dois países. Outros 18% não responderam ou preferiram não opinar.
Preocupação com impacto econômico
A pesquisa também identificou preocupação da população com possíveis efeitos econômicos do chamado tarifaço norte-americano.
De acordo com os dados, 55% dos entrevistados acreditam que uma eventual cobrança de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros poderá afetar negativamente suas vidas ou as de suas famílias.
A medida foi anunciada pelos Estados Unidos após uma investigação comercial que concluiu que o Brasil adota práticas consideradas restritivas ao comércio com empresas americanas. Até o momento, a proposta ainda não entrou em vigor.
Percepção sobre PCC e Comando Vermelho
O levantamento avaliou ainda a repercussão da decisão do governo Trump de classificar o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas.
Segundo a pesquisa, 63% dos entrevistados já tinham conhecimento da medida, enquanto 36% afirmaram ter tomado conhecimento do assunto apenas durante a entrevista.
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Quando questionados sobre a possível influência de Flávio Bolsonaro nessa decisão, 47% responderam que acreditam que o senador teve participação no processo. Outros 37% disseram não enxergar influência do parlamentar, enquanto 16% não souberam responder ou preferiram não opinar.
Classificação das facções divide opiniões
A pesquisa mostra que há apoio majoritário para que o governo brasileiro também classifique PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas.
Nesse cenário, 60% dos entrevistados defenderam a adoção da medida pelo Brasil, enquanto 29% se posicionaram contra. Outros 11% não responderam.
Já em relação à decisão tomada pelos Estados Unidos, o levantamento revelou equilíbrio nas opiniões. O percentual dos que aprovam a classificação das facções pelo governo norte-americano é o mesmo dos que rejeitam a medida: 45% para cada lado. Outros 10% não opinaram.
Metodologia do levantamento
A pesquisa ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07661/2026.
Situação atual
Os resultados indicam que a discussão sobre as relações entre Brasil e Estados Unidos continua repercutindo entre os brasileiros, especialmente diante das ameaças tarifárias e dos debates sobre segurança pública e combate ao crime organizado.
O tema segue acompanhando o cenário político nacional e poderá gerar novos desdobramentos diplomáticos e institucionais nos próximos meses.

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