Ex-ministro nega participação em esquema citado em delação premiada e cobra rigor da Justiça contra envolvidos.
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| Geddel Vieira Lima reage à delação sobre fuga em Eunápolis|📷 Reprodução/Redes Sociais |
O ex-ministro Geddel Vieira Lima rebateu acusações surgidas em delação premiada relacionada à fuga de presos em Eunápolis e classificou como irresponsáveis as declarações do ex-deputado citado no caso.
O Geddel Vieira Lima reagiu publicamente neste sábado (18) após ter seu nome mencionado na delação premiada da ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, Joneuma Silva Neres, investigada por facilitar a fuga de 16 detentos ocorrida em dezembro de 2024.
Em declaração, o ex-ministro afirmou ter recebido a informação com “indignação” e negou qualquer envolvimento com supostas cobranças financeiras atribuídas ao caso. Segundo ele, a relação com o ex-deputado federal Uldurico Júnior sempre foi estritamente partidária.
“Recebo essa notícia com indignação. Sempre tratei como um quadro partidário, de forma tranquila e respeitosa”, declarou o ex-ministro, reforçando que jamais teve conhecimento de qualquer prática ilícita envolvendo o ex-parlamentar.
Ao comentar o conteúdo da delação, Geddel Vieira Lima elevou o tom das críticas e classificou as acusações como parte de um comportamento irresponsável. O ex-ministro afirmou que somente após a repercussão do caso surgiram informações sobre o histórico do ex-deputado, incluindo possíveis problemas relacionados ao uso de drogas.
“Só depois que estoura um caso desses é que se descobre o caráter e a vagabundagem das pessoas. Ninguém imagina que convive com alguém envolvido em crimes”, afirmou.
Outro ponto abordado foi a menção ao termo “chefe” utilizado por Uldurico Júnior em conversas citadas na investigação. Geddel minimizou a expressão, classificando-a como uma forma coloquial comum na Bahia, e negou qualquer tipo de hierarquia ou comando sobre o ex-deputado.
O ex-ministro também rejeitou qualquer ligação com a ex-diretora do presídio, reforçando desconhecer completamente Joneuma Silva Neres. Para ele, há uma tentativa deliberada de utilizar seu nome para encobrir práticas criminosas.
“Meu nome está sendo usado descaradamente para acobertar crimes de terceiros”, disse, acrescentando que espera atuação firme das autoridades.
Diante da gravidade das acusações, Geddel Vieira Lima cobrou rigor do Ministério Público e do Poder Judiciário, defendendo punição exemplar aos envolvidos no caso.
Paralelamente, a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (SEAP-BA), comandada por José Carlos Souto de Castro Filho, informou que tem colaborado integralmente com as investigações desde a fuga no presídio de Eunápolis.
Em nota oficial, a pasta destacou que as decisões relacionadas à prisão, soltura e delação da ex-diretora são de responsabilidade de órgãos como o Ministério Público e o Poder Judiciário, reforçando o caráter institucional das apurações.
O caso segue em investigação e permanece como um dos episódios mais sensíveis da segurança pública na Bahia, envolvendo acusações graves, disputas políticas e possível articulação criminosa dentro do sistema prisional.
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